<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185</id><updated>2011-04-21T20:30:13.458-03:00</updated><title type='text'>Soundmagazine</title><subtitle type='html'>Revista de cultura pop e afins</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-115429801825233329</id><published>2006-07-30T19:19:00.000-03:00</published><updated>2006-07-30T19:20:18.266-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Este site morreu definitivamente.&lt;br /&gt;Dirijam-se para &lt;a href="http://www.programaaltofalante.com.br"&gt;cá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Valeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-115429801825233329?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/115429801825233329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=115429801825233329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/115429801825233329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/115429801825233329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2006/07/este-site-morreu-definitivamente.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-112852936709297087</id><published>2005-10-05T13:20:00.000-03:00</published><updated>2005-10-05T13:22:47.100-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Continuamos aqui em estado de "paradez" total. Mas continua sendo por bons motivos. Como os que vocês podem ler abaixo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alto-Falante passa a ser diário na Geraes FM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase três meses depois de o ALTO-FALANTE ter estreado sua versão radiofônica na Rádio Geraes FM, o programa se prepara para alçar vôos ainda maiores. A partir do dia 11 de outubro, ele passa a ter uma versão diária, com 10 minutos de duração, às 17 horas. Além, é claro, da já tradicional edição especial de uma hora – todas as sextas às 22 horas com reprise aos sábados às 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto da versão radiofônica do ALTO-FALANTE começou em junho deste ano na webrádio Pelo Mundo (www.pelomundo.com.br), onde continua até hoje em dois horários na sexta-feira (9h30 e 21h30). Um mês depois, alcançou as ondas da FM tradicional através da Geraes e, nestes quase três meses, conquistou um rápido reconhecimento por parte do público que já ouvia a rádio e por parte de um novo público, que foi levado até lá pela ânsia de ouvir uma iniciativa que contemplasse principalmente a boa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentado por Terence Machado, Thiago Pereira e Rodrigo James, o ALTO-FALANTE repete alguns quadros já consagrados no programa de tv, como o Ao Vivo e o Garimpo – destinado à divulgação do melhor som independente feito no Brasil – e introduz alguns novos: Rock Raro, Dossiê, Artistas Injustiçados, Perdidos no Espaço, Sessão Cover, e a famigerada dobradinha Você Pode Até Gostar Mas a Gente Não/Você Pode Até Não Gostar Mas a Gente Gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PROGRAMA ALTO-FALANTE&lt;br /&gt;E lá se vão mais de 8 anos desde que o ALTO-FALANTE estreou na Rede Minas para levar um pouco mais de informação musical a um público ávido por iniciativas nesse segmento. Neste período, foram incontáveis os clipes, matérias especiais, coberturas de eventos, críticas de discos, perfis, notícias, furos de reportagem, promoções e tudo mais que envolve a paixão pela boa música. O ALTO-FALANTE é hoje o mais importante programa de música pop do país - o que pôde ser comprovado recentemente, quando foi o vencedor do Prêmio Claro de Música Independente na categoria Melhor Programa de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 2005, o ALTO-FALANTE coloca no ar seu novo website, totalmente reformulado e com conteúdo em áudio e vídeo exclusivo para os internautas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PROGRAMA ALTO-FALANTE, com Terence Machado, Thiago Pereira e Rodrigo James&lt;br /&gt;De segunda a sexta, às 17 horas (a partir do dia 11 de outubro)&lt;br /&gt;Edição especial às sextas-feiras, 22 horas, com reprise aos sábados às 21 horas.&lt;br /&gt;Na Geraes FM, de Belo Horizonte (91,7 e www.geraesfm.com.br)&lt;br /&gt;Informações: www.programaaltofalante.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-112852936709297087?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/112852936709297087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=112852936709297087' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/112852936709297087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/112852936709297087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/10/continuamos-aqui-em-estado-de-paradez.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-112482476543111099</id><published>2005-08-23T16:11:00.000-03:00</published><updated>2005-08-23T16:19:25.436-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sim, eu sei que este blog anda meio parado. Ou parado por inteiro. Mas é por um bom motivo. Ou vários. Como todos já devem saber, agora sou parte integrante da equipe Alto-Falante. Não faço parte da equipe de Tv, mas sim do programa de rádio. E em breve internet também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é sobre internet que quero falar com vocês. Em breve, o Alto-Falante estará com um novo site no ar, todo reformulado e este blog será parte integrante do projeto. Na verdade, será um portal com informações dos programas, links para os parceiros e seções atualizadas diariamente por nós e por colaboradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por enquanto aguardem mais um pouquinho. Deixo vocês com uma dica apenas: Madeleine Peyroux. Não conhece? Pô, tá esperando o que? A mulher tem voz e canta parecido com Billie Holliday! O disco é "Careless Love" e não consigo parar de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela é branquela e linda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-112482476543111099?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/112482476543111099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=112482476543111099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/112482476543111099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/112482476543111099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/08/sim-eu-sei-que-este-blog-anda-meio.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-112070627342405431</id><published>2005-07-07T00:17:00.000-03:00</published><updated>2005-07-07T00:17:53.430-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ALTO-FALANTE LEVA SUA VERSÃO RADIOFÔNICA PARA A RÁDIO GERAES FM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos de dois meses depois de o ALTO-FALANTE ter estreado sua versão radiofônica nas ondas da internet através da webrádio Pelo Mundo, o programa ganha nova força e novo parceiro. A partir do dia 15 de julho, a Geraes FM, de Belo Horizonte, também retransmitirá o programa, todas as sextas-feiras, às 10 da noite. Na pauta, o de sempre: boa música, informação, opinião, entrevistas, quadros especiais e tudo que o ouvinte qualificado da rádio procura e encontra quando sintoniza a freqüência 91,7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PROGRAMA ALTO-FALANTE&lt;br /&gt;E lá se vão mais de 8 anos desde que o ALTO-FALANTE estreou na Rede Minas para levar um pouco mais de informação musical a um público ávido por iniciativas nesse segmento. Neste período, foram incontáveis os clipes, matérias especiais, coberturas de eventos, críticas de discos, perfis, notícias, furos de reportagem, promoções e tudo mais que envolve a paixão pela boa música. O ALTO-FALANTE é hoje o mais importante programa de música pop do país, o que pôde ser comprovado recentemente, quando foi o vencedor do Prêmio Claro de Música Independente na categoria Melhor Programa de TV. No início de junho deste ano, o programa ganhou sua versão radiofônica na internet, através da webrádio Pelo Mundo (www.pelomundo.com.br), que agora também chega à FM. Ainda no mês de julho, o ALTO-FALANTE se prepara para comemorar ainda mais o prêmio conquistado, com novas vinhetas e programação visual de sua versão televisiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMA ALTO-FALANTE, com Terence Machado, Thiago Pereira e Rodrigo James&lt;br /&gt;Sextas-feiras, 22 horas.&lt;br /&gt;Na Geraes FM, de Belo Horizonte (91,7 e www.geraesfm.com.br)&lt;br /&gt;Estréia dia 15 de julho.&lt;br /&gt;Informações pelo email: altofalante@redeminas.mg.gov.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-112070627342405431?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/112070627342405431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=112070627342405431' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/112070627342405431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/112070627342405431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/07/alto-falante-leva-sua-verso-radiofnica.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-111893147162679982</id><published>2005-06-16T10:58:00.000-03:00</published><updated>2005-06-16T11:17:51.646-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NEM TÃO RÁPIDAS E NEM TÃO RASTEIRAS ASSIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de reunião do Cream (cujos shows já podem ser encontrados por aí pela rede, com uma qualidade de bootleg, ou seja, som audível mas nada profissional. Mas são de ouvir ajoelhado, agradecendo ao bom Deus), a pedida da semana é a banda The Black Keys. Trata-se de 2 branquelos americanos de Ohio que fazem um blues de primeira, seguindo a tradição de Johnny Winter, Stevie Ray Vaughan e similares, com ecos oriundos do próprio Cream. Gravaram três discos, em 2002 (The Big Come Up), em 2003 (Thickfreakness) e em 2004 (Rubebr Factory), mas se tivessem gravado em 1974, 1975 e 1976 eu não acharia estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o White Stripes veio e arrasou. E o disco, "Get Behind Me Satan" é fácil um dos melhores do ano, exatamente porque é corajoso. Abdicaram das guitarras e incluíram pianos e percussões em suas músicas. Jack White continua sendo o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o novo Billy Corgan, TheFutureEmbrace" decepcionou. Ô disquinho chato. Ao contrário dos novos Hellacopters, "Rock And Roll is Dead" (sugestivo, não?) e Foo Fighters, "In Your Honor". Aliás, sobre esse último uma curiosidade: no segundo disco, dito acústico, a banda toca uma faixa que poderia tranquilamente ser chamada de......bossa nova. Ouçam "Virginia Moon" e me digam se estou ficando louco. Será a nova onda? depois da junção de rock com electro, as bandas vão fazer a junção rock, bossa nova e drum n bass? Emails para esta coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cantneverdidnothing" é o nome do disco e Nikka Costa a cantora. Sim, é aquela mesma que surgiu na década de 80 cantando "On My Own" com uma vozinha de criança. Bem, ela era criança e sua voz taquara rachada sumiu com os tempos. Gravou em 2001 o disco "Everybody Got Their Something" e foi elogiada por dar a volta por cima na carreira, depois de adulta. Agora, aos 33 anos, lança este disco. Um petardo pop, construído sob as influências certas (Prince, Lenny Kravitz e similares). E de quebra, a bela capa com uma bela foto da bela Nikka. Essa é pra casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o velho Lobo não decepcionou. "Canções Dentro da Noite Escura" é mesmo um discaço de Lobão. Assim como "Toda Cura Para Todo Mal" é um Pato Fu maduro, com canções fortes e o experimentalismo pop de sempre. Agora sim podemos dizer que temos dois bons discos lançados este ano no Brasil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-111893147162679982?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/111893147162679982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=111893147162679982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111893147162679982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111893147162679982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/06/nem-to-rpidas-e-nem-to-rasteiras-assim.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-111586361288696846</id><published>2005-05-11T22:52:00.000-03:00</published><updated>2005-05-11T23:06:52.916-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SÉRIES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;da série "Eu tenho. Você não tem.":&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Terminei esta semana de baixar um torrent com simplesmente tudo que Van Morrison gravou de 1968 a 1983. Melhor que isso, só o paraíso. Aliás, já falei para vocês que meu disco "ilha deserta" é "Astral Weeks", né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;da série "A que ponto chegamos":&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro download da semana foi o primeiro show da turnê nova do U2, em San Diego, no final de março. Em DVD! Veja bem, há algum tempo o máximo era baixar mp3s de shows. Isso já é passado. O negócio agora é baixar o show na íntegra em dvd. Este foi gravado com uma câmera apenas e, considerando a posição dela, até que ficou bom. O audio, considerando que é ambiente, está bem bom. E o show é um arraso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;da série "Melhores do ano"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fácil fácil Mr. Trent Reznor vai entrar para esta lista com seu "With Teeth". À parte o fato de ser o disco mais rocker do Nine Inch Nails, tem a sequência de canções mais poderosa deste ano. A abertura "All The Love In The World", a catártica "You Know What You Are?" e a pesada "The Collector". Se bem que chamar uma música do NIN de pesada é chover no molhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;da série "Ouvi e não achei graça"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;The Futureheads.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;da série "Covers que interessam"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já ouviram Jeff Buckley tocando "The Way Young Lovers Do" do Van Morrison? (olha ele aí de novo). É de chorar de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;da série "Eletrônicos que interessam"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Out Hud e M83. Pode ir sem medo. O primeiro para arrasar nas pistas de dança. O segundo mais ambient.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-111586361288696846?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/111586361288696846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=111586361288696846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111586361288696846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111586361288696846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/05/sries-da-srie-eu-tenho.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-111472033882356048</id><published>2005-04-28T17:16:00.000-03:00</published><updated>2005-04-28T17:36:50.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vamos combinar: Weezer é foda. Eles não precisam mudar de estilo, fazer coisas diferentes e tentar inventar. Fazendo o mesmo som que fazem há um bom tempo, se dão muito bem. "Make Believe", o novo álbum, é mais do mesmo e é bom pra caralho. Me esperem lá na primeira fileira do Curitiba Pop Festival, quando setembro chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M.I.A. é uma cantora do Sri Lanka. Diplo é um dj americano vidrado em funk carioca. Dá pra imaginar no que deu a junção dos dois? O estupendo "Piracy Funds Terrorism" em que ele pega faixas do disco de estréia dela (o também fodaço "Arular") e ferve o caldeirão. Quer fazer sucesso como dj nas pistas nos dias atuais? É só colocar "Galang" ou "Bucky Done Gone" e quebrar o esqueleto das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velhos e em forma. Eric Clapton lançou o CD/DVD "Sessions for Robert J". Um dos DVDs é acústico, como as originais do mestre Robert Johnson, o outro é com uma banda "daquelas". Os dois juntos são imperdíveis. Outro que lançou um ótimo disco foi Bruce Springsteen. Na linha de trabalhos como "Nebraska" e "The Ghost of Tom Joad", the Boss manda ver na acoustic guitar em "Devils and Dust".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E "Blue Orchid", a nova música do White Stripes, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolling Stones em janeiro de graça, na Praia de Copacabana. É verdade sim, você não está sonhando. Vá desde já guardando disposição. Promete ser o evento do milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da série "Eu adoro os irmãos Gallagher": vocês leram &lt;a href="http://www.nme.com/news/112189.htm"&gt;isso aqui&lt;/a&gt;? Sobrou pra todo mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-111472033882356048?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/111472033882356048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=111472033882356048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111472033882356048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111472033882356048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/04/vamos-combinar-weezer-foda.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-111298182513885839</id><published>2005-04-08T14:36:00.000-03:00</published><updated>2005-04-08T14:37:05.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://wotan.liu.edu/~msciang/fiona.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;EXTRAORDINARY MACHINE – Fiona Apple&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de ter sido rejeitado pela Sony Music, “Extraordinary Machine”, o novo (e já velho) trabalho de Fiona Apple, pronto desde março de 2003, já sobe alguns pontos no meu conceito. Por se tratar de um belo álbum, sobe mais alguns pontos. E por ter sido pirateado pelos fãs na internet, sobre muitos e muitos pontos no meu conceito, assim como aconteceu com o Wilco há alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é a mesma de sempre: a artista recebe o dinheiro para produzir seu terceiro trabalho solo, o faz e, quando o apresenta à gravadora com a qual tem um contrato, é recusado sob a infame desculpa : “não possui um hit single”. E voilá, lá está Fiona Apple, uma das mais criativas, ferozes e completas cantoras/compositoras dos últimos tempos, jogada às traças. Em outras eras, isto seria o fim. A gravadora mandaria a artista refazer o álbum ou simplesmente começar do zero, clamando por um single para tocar nas rádios (eu poderia fazer muitos parênteses aqui, dizendo que a era dos “men-in-suits-deciding-what-is-best-for-us” acabou ou que as rádios hoje já não importam tanto quanto nas décadas passadas, mas vou deixar isso pra outra hora). Felizmente, vivemos na era onde tudo é pirateado, jogado na internet semanas antes de seus lançamentos oficiais e, em alguns casos como o de Fiona Apple, antes de qualquer previsão de lançamento. Se é que ela vai existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo “Extraordinary Machine” dá até pra imaginar o porquê do desespero dos executivos da Sony. Realmente o álbum não possui um hit single. Talvez “Please Please Please” seja a que mais se aproxima deste conceito – seja lá o que isso signifique hoje. O que importa é que o álbum é um belo desfile de canções na qual a verve poética feroz de Fiona encontra respaldo num instrumental que poderia facilmente ser definido como “art pop”, se esse termo não significasse tantas coisas nos dias de hoje. Da faixa de abertura, “Not About Love” ao encerramento, o que vemos (e ouvimos) é uma artista preocupada em expandir os limites das canções, enchendo-as de instrumentações, dedilhados criativos ao piano e uma emoção imprimida em sua voz digna das grandes cantoras de blues. As comparações com Tori Amos ou mesmo Beth Gibbons não são em vão. Todas elas souberam criar estilos e seguir adiante com eles. Fiona Apple não só criou seu estilo como fez com que ele fosse imitado, pasteurizado e ridizularizado na música de hoje. Perto dela, nomes como Alanis Morrissete ou a angry-kid Avril Lavigne soam como piadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como seus dois predecessores ( “Tidal” e “When The Pawn...”), “Extraordinary Machine” não é um disco fácil, mas se mostra maduro na medida em que cresce a cada audição e conquista os ouvidos. Ponto para uma artista que não teve medo de arriscar, apesar de saber que poderia não agradar (segundo ela mesma disse, numa recente entrevista). Se este trabalho vai ser um dia disponibilizado nas lojas para consumidores que ainda não se acostumaram com a nova ordem da música no mundo, é um mistério. Para aqueles que já transitam neste meio há algum tempo, mãos à obra. Vale a pena reservar algum espaço em seu HD para ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-111298182513885839?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/111298182513885839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=111298182513885839' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111298182513885839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111298182513885839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/04/extraordinary-machine-fiona-apple-s-de.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-111205327644549281</id><published>2005-03-28T20:17:00.000-03:00</published><updated>2005-03-28T20:41:16.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SMALLBITS OF NOTHING&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"9 Songs". Vi recentemente este filme e até agora não entendi nada. Sabe aquela máxima "sexo, drogas e rock and roll"? O filme é isso. E só! Muito sexo explícito parecendo filme pornô, algum consumo de drogas e rock and roll de primeira qualidade, com cenas de shows de Black Rebel Motorcycle Club, Franz Ferdinand, Primal Scream, Von Bondies e outros intercaladas à putaria. Sem uma trama para amarrar. Ou talvez tenha, sei lá, se é que pode se chamar aquilo de trama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos de Garbage (Bleed Like Me), Stereophonics (Language Sex Violence Other), Beck (Guero), Moby (Hotel) e Kaiser Chiefs (Employment) no meu mp3 player. Stereophonics sempre fez bons discos e este não foge à regra. Garbage parece meio chocho, mas preciso ouvir mais algumas vezes. Moby mudou muito seu estilo. Precisamos de tempo para saber se a mudança foi positiva. Beck continua muito bom. Este novo trabalho lembra o clássico "Odelay". Kaiser Chiefs é uma grata surpresa. Boa banda com um bom disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, cada vez mais os discos não me impressionam à primeira vista. Assim como preciso ouvir mais o Garbage, só gostei dos novos New Order e Queens of The Stone Age depois de algumas audições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa surpresa mesmo nestes dias é a banda Hella. Favor não confundir com os Hellacopters. Trata-se de uma dupla (formação bastante em voga nos últimos tempos. Depois de White Stripes e, mais recente, o Death From Above 1979) californiana que começou a tocar junta em 2001. Já têm 4 trabalhos no currículo e este ano lançaram o duplo "Church Gone Wild/Chrpin Hard", que está sendo considerado uma espécie de "Speakerboxx/Love Below" dos sons pesados. O som é uma zoeira infernal, misturando elementos de metal com indie rock experimental e elementos eletrônicos. Ficou difícil? Vale a pena procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Placebo no Brasil. Pra quem não entendeu porque eles vão fazer 8 datas e nenhuma delas é em Belo Horizonte, eu explico. A vinda da banda está sendo bancada pela Claro. Portanto, como em BH não tem Claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah sim, não irei. Placebo nunca fui de minhas bandas prediletas. Na verdade, existem duas no universo indie que todos amam e eu não vejo a menor graça: Placebo e Suede. Eduardo Palandi que não me ouça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-111205327644549281?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/111205327644549281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=111205327644549281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111205327644549281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/111205327644549281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/03/smallbits-of-nothing-9-songs.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110998670452813676</id><published>2005-03-04T22:36:00.000-03:00</published><updated>2005-03-04T22:38:24.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B00008IAMJ.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I AM TRYING TO BREAK YOUR HEART - a film about Wilco by Sam Jones&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A minha liberdade termina onde a sua começa”. Pode não ter sido consciente, mas “I Am Trying To Break Your Heart” - o documentário que retrata o ano mais difícil da carreira da banda norte americana Wilco – acaba tendo esta máxima como base, já que em sua hora e meia de duração, o que vemos é uma série de encontros e desencontros permeados pela liberdade de uns em conflito com a de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida para o filme são as gravações daquele que é considerado o melhor álbum da banda, “Yankee Hotel Foxtrot”, em 2001. Nele, a verve poética do “trovador” Jeff Tweedy se choca defintivamente com a musicalidade sem limites do multi-instrumentista Jay Bennett para mudar de maneira definitiva a carreira dos dois, os rumos da banda e, porque não, da indústria musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história deste álbum todos já sabem, mas não custa relembrá-la. Gozando de uma liberdade ímpar na indústria musical, o Wilco se trancou em seu loft na cidade de Chicago para parir aquele que parecia ser sua obra-prima. Pelo menos é o que imaginavam os músicos, empresários e executivos do selo Warner/Reprise, que financiaram o disco. Acontece que no dia seguinte ao da entrega do trabalho à gravadora, a banda foi dispensada do cast da Reprise por se recusar a fazer mudanças no álbum (nem no documentário, se explicita quais seriam estas “mudanças”). Com as matrizes do álbum embaixo de seus braços e acreditando em seu trabalho como nunca, a banda assinou meses depois com a Nonesuch. Ironicamente, uma também subsidiária da Warner. Neste meio tempo, partiram para uma pequena turnê nos Estados Unidos com uma modificação: Jay Bennett já não estava na banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as gravações do disco, Bennett e Tweedy já não estavam se entendendo muito bem. A coisa chegou a um ponto onde Tweedy chamou Bennett para uma conversa, dizendo que “achava que não poderia mais fazer música com ele”. Bennett juntou suas trouxas e partiu deixando um buraco e tanto no som da banda. Há os que digam que Bennett era a verdadeira alma musical do Wilco e o álbum que sucedeu Yankee Hotel Foxtrot, “A Ghost Is Born” mostra isso nitidamente. A verdade é que a saída de Bennett, apesar de parecer tranqüila no filme, não foi bem assim, como dá pra perceber nas entrelinhas do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“I Am Trying To Break Your Heart” lida com todos estes traumas de uma maneira crua e verdadeira, além de arrumar tempo para mostrar os problemas de Tweedy com analgésicos (em uma cena, ele aparece vomitando num banheiro), que o levou a se internar no ano passado para uma desintoxicação; além de fazer uma oportuna discussão sobre o papel da indústria fonográfica. Para isso, as opiniões dos artistas, do empresário, do executivo das duas gravadoras (Reprise e Nonesuch) e até de um dos editores da Rolling Stone, David Fricke. O resultado é uma reflexão sobre para onde esta indústria está caminhando e porque uma obra-prima – como diria meses mais tarde a própria Rolling Stone, apesar de David Fricke dizer no filme que se fosse executivo de uma gravadora, rejeitaria o álbum – como “Yankee Hotel Foxtrot” teve este destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“I Am Trying To Break Your Heart” ainda traz algumas performances ao vivo do Wilco, que mostram porque é uma das bandas mais respeitadas e cultuadas do chamado cenário alternativo americano. E nos dá uma aula de como ser fiel a um princípio, ainda que este possa ferir as opiniões e liberdades de outros. Indispensável para fãs de música pop e curiosos em geral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110998670452813676?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110998670452813676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110998670452813676' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110998670452813676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110998670452813676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/03/i-am-trying-to-break-your-heart-film.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110808428287354161</id><published>2005-02-10T23:02:00.000-02:00</published><updated>2005-02-10T23:11:22.873-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0002Z9HT8.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LIVE AID&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja difícil explicar para as novas gerações o que foi o Live Aid. Assim como muitos guardiões de gerações passadas encontram dificuldades para explicar o que foram Woodstock, o Concerto Para Bangladesh e tantos outros que hoje fazem parte das mentes e corações dos que os vivenciaram, além de estarem para sempre registrados nos livros de história, CDs, DVDs e qualquer mídia que vier a ser criada para que futuras gerações possam ter contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O difícil neste caso é ir além dos livros, CDs e DVDs. Para situar, estamos na década de 80 e o problema que mais aflige a humanidade é com certeza a fome e a pobreza dos países africanos. Até aí tudo bem. Hoje, a fome continua assolando os países africanos e se estendeu por muitos outros asiáticos e até da América do Sul. Entidades assistenciais se esforçam a cada minuto que passa para diminuir este mal que assola o mundo, através de iniciativas mil. A grande diferença naquele ano de 1984 foi que um cidadão inglês chamado Bob Geldof – mais conhecido na época por fazer parte de uma banda meio obscura no resto do mundo, o Boomtown Rats – assistiu a uma das muitas matérias produzidas pela BBC sobre o assunto e, sensibilizado, resolveu fazer algo. E como ele conhecia as pessoas certas, este algo ficou muito maior do que ele poderia imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, ele reuniu alguns de seus amigos do meio musical para, numa noite histórica de novembro de 1984, gravarem uma canção cuja renda seria revertida para o combate à fome no mundo. “Do They Know It’s Christmas” reuniu alguns dos maiores nomes da música inglesa na época (a saber: Bono, Sting, Phil Collins, Paul Young, Simon LeBon e tantos outros) e causou um impacto tamanho no mundo, que os americanos resolveram "imitar" a idéia. Em janeiro de 1985 era lançado o USA For África, que nada mais era do que uma reunião de artistas norte-americanos com o mesmo intuito. A canção gravada, “We Are The World” é hoje sinônimo de chacota e considerada uma das canções mais melosas e bregas do cancioneiro popular, mas em 1985 ninguém pensava assim. O impacto foi muito maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Bob Geldof isso não era suficiente, e depois do sucesso em disco, faltava o show. Veio daí a idéia do Live Aid – um concerto que reunisse os maiores artistas do mundo em duas cidades (Londres e Philadelphia) simultaneamente, com renda dirigida para a causa. Era ambicioso, principalmente por conta da logística. O show na Inglaterra começaria cinco horas mais cedo (graças ao fuso horário), mas quando se “encontrassem”, seriam unidos em um só concerto, via satélite para o mundo e para os dois estádios. Daí, quando um artista estivesse se apresentando em Londres, o público da Philadelphia assistiria pelo telão, assim como o resto do mundo, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa deu certo, ABC, BBC e MTV compraram a história, tudo funcionou às mil maravilhas e o Live Aid aconteceu. A idéia era que o concerto durasse apenas durante aquelas horas. Não iria ser lançado nenhum álbum ao vivo, vídeo ou qualquer outro tipo de registro além do que ficasse nas memórias das pessoas. Mas graças aos deuses do rock, 20 anos depois, não só temos aqui o registro definitivo do evento, como é de tirar o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 4 DVDs desta caixa não só mostram em todos os números o que foi o evento, como são o registro definitivo da música pop da década de 80. Praticamente todos os artistas que foram “alguém” naquela década estão ali. Por motivos óbvios, não foi possível colocar o evento na íntegra, já que cada um dos dois shows teve 12 horas de duração. Esta caixa é um “compacto”, mas nele estão incluídas todas as grandes performances que fizeram história e até mudaram o rumo da música pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a única ausência sentida seja a do Led Zeppelin, que se reuniu especialmente para o evento, contando com Phil Collins na bateria. Dizem as más línguas que eles não autorizaram a inclusão por não gostarem do resultado final. No mais, tudo está lá. A incendiária performance do U2 (com direito a dança com alguém da multidão - coisa que se tornaria frequente nos shows da banda dali em diante), que os apresentou para o mundo, o Queen mostrando porque reinava absoluto nos palcos mundiais naquela época, David Bowie tendo como apoio Thomas Dolby e sua banda, Sting arrancando para sua carreira solo, Phil Collins se tornando o primeiro ser humano a se apresentar num palco no mesmo dia em dois continentes diferentes (depois de seu show em Wembley, ele pegou o Concorde e voou para a Philadelphia), Dire Straits – que naquela época era sim uma banda legal – dominando o palco como poucos, Paul Young (quem?), Duran Duran, Pretenders, Beach Boys, Bob Dylan (visivelmente sem jeito e constrangido, ao lado de Keith Richards e Ron Wood), Elton John, George Michael, Paul McCartney, as revividas The Who e Black Sabbath (com um Ozzy beeeeem mais gordo do que seis meses antes no Rock In Rio), Judas Priest, Neil Young, Eric Clapton, Madonna (que ainda não tinha o domínio de palco que a faria gigante anos depois, mas já demonstrava segurança) e o dueto Mick Jagger/Tina Turner, que marcou época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som e a imagem – fundamentais para qualquer dvd – não são perfeitos. Talvez por culpa das câmeras da época, ou ainda por o evento não ter sido pensado para um possível registro futuro gravado, em muitos trechos o som é mal equalizado e as imagens ruins. Mas sinceramente, neste caso não importa. A importância histórica desta caixa é muito maior do que as imperfeições que fazem parte dela. A década está tão bem representada, seja na música, nas performances, nas roupas e cabelos (Um capítulo à parte. O troféu “cabelo mullets da década” vai para o Spandau Ballet, sem dúvida alguma.), nas atitudes e até nos artistas que tiveram lá seus 15 minutos de fama (por onde andam Nik Kershaw, Howard Jones, Kenny Loggins, REO Speedwagon e Thompson Twins????), que todo o resto se torna desinteressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, é difícil descrever o que representou o Live Aid para a década de 80. Não havia ali o acesso a MP3s, vídeos e tudo o mais de seu artista predileto. Portanto um evento desta grandeza era uma oportunidade ímpar para este contato. Além disso, se hoje as causas humanitárias fazem parte do dia-a-dia de muitas bandas que fazem o bem, é porque um dia um cidadão chamado Bob Geldof resolveu fazer a parte dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como se isso tudo não fosse suficiente, o dia 13 de julho passou a guardar uma polêmica: muitos dizem que esta data é hoje o Dia Mundial do Rock por coincidir com o dia de lançamento do primeiro disco de Elvis Presley, mas se minha memória não me engana, foi depois do Live Aid que esta data foi alçada a tal condição. Mais do que justo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110808428287354161?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110808428287354161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110808428287354161' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110808428287354161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110808428287354161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/02/live-aid-talvez-seja-difcil-explicar.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110719595316607097</id><published>2005-01-31T16:10:00.000-02:00</published><updated>2005-01-31T16:30:45.753-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que o mês de janeiro é fraco em lançamentos, todo mundo sabe. O que ninguém esperava é que 2005 fosse começar tão ruim. Pelo menos na modesta opinião deste que vos fala, nada que ouvi até agora mereceu uma resenha. Talvez, a cada dia que passe, eu esteja mais e mais com certeza de que a música pop morreu, e apenas alguns lampejos de criatividade aparecem de vez em quando para nos lembrar que ela pode renascer. Espero que o novo Beck me desminta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão vejamos. O que merece destaque neste início de ano? The Arcade Fire? Ok, fizeram um bom disco ("Funeral"), mas nada transgressor, inovador, instigante. O novo Mars Volta? Mesma coisa, apesar de ganharem alguns pontos a cada audição. Bright Eyes? Boa banda e disco ("Digital Ash In a Digital Urn"), mas ainda cai no mesmo buraco negro de Interpol, Tv On The Radio e Bloc Party. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o grande lançamento seja um não-lançamento. Ou um comeback. Li em algum lugar que o Gang of Four se reuniu para alguns shows e vai inclusive tocar no Coachella 2005. Agora sim, temos um motivo para nos alegrar. O GOF é simplesmente a banda que influenciou todas estas aí de cima. Está duvidando? Ouça os clássicos "Entertainment", "Solid Gold" e até os cantos-de-cisnes "Mall" e "Shinkwrapped" lançados já sem a formação original por trás (Jon King, Andy Gill, Dave Allen e Hugo Burnham). Pode parecer nostalgia de minha parte, mas a audição ininterrupta destes quatro álbums ultimamente me fizeram ver mais uma vez como a música pop dos anos 2000 está chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que o assunto é nostalgia, que tal ouvir um pouco de Traffic e reverenciar o recém-falecido Jim Capaldi? Tá bom, o cara gravou "Anna Júlia" em inglês. Mas a gente perdoa ele por isso. Afinal, ele era chapa de George Harrison e o baterista da banda em "Low Spark Of High Heeled Boys". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? Música bacana mesmo é "The Blower's Daughter", que abre e fecha "Closer - Perto Demais", a nova obra prima de Mike Nichols em cartaz nos melhores cinemas da sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vem aí a primeira turnê brasileira de Lenny Kravitz. Uau, mal posso esperar. Me avisem os dias, viu? Quero estar bem longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110719595316607097?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110719595316607097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110719595316607097' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110719595316607097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110719595316607097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/01/que-o-ms-de-janeiro-fraco-em.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110562764203608821</id><published>2005-01-13T13:15:00.000-02:00</published><updated>2005-01-13T12:47:22.036-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;COISAS OUVIDAS POR AQUI ENTRE O FINAL DE 2004 E O INÍCIO DE 2005, MAS AINDA NÃO DIGERIDAS.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DANNY THE DOG - Massive Attack&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Anunciado como uma trilha sonora para um filme, pode ser considerado também o novo disco do MA. Mas não chega aos pés de qualquer um dos trabalhos anteriores deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THUNDER LIGHTING STRIKE - The Go Team&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O som da Stax/Volt da década de 70 se encontra com o post-rock, o jazz e a eletrônica. Muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WOLFMOTHER - Wolfmother&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Black Sabbath e adjacências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FRANCES THE MUTE - Mars Volta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O novo trabalho dos insanos, que dividiram opiniões no último Tim Festival. Desnecessário dizer que é insano. Mas também, o que dizer de um disco que tem apenas 5 músicas, sendo que uma tem a duração de 31 minutos? Um EP? Progressivo? Hard Rock? Apenas indefinido e sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REJOICING THE HANDS e NINO ROJO - Devendra Banhart&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os dois discos de Devendra Banhart frequentaram as listas dos melhores de 2004 de quase todas as publicações européias e algumas americanas. Não é nada de mais. Na linha de Nick Drake, Elliot Smith e outros. E a voz dele me incomoda um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HOUSES OF THE MOLÉ - Ministry&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A volta deles à boa forma, de "Psalm 69" e "The Mind is a terrible thing to taste". &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110562764203608821?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110562764203608821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110562764203608821' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110562764203608821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110562764203608821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/01/coisas-ouvidas-por-aqui-entre-o-final.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110538128213963608</id><published>2005-01-10T16:20:00.000-02:00</published><updated>2005-01-10T16:21:22.140-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O primeiro post de 2005 é para anunciar que este blog está passando por reformas. Dentro em breve, voltaremos com nossa programação normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110538128213963608?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110538128213963608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110538128213963608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110538128213963608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110538128213963608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2005/01/o-primeiro-post-de-2005-para-anunciar.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110347766593312829</id><published>2004-12-19T15:32:00.000-02:00</published><updated>2004-12-19T15:34:25.933-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MELHORES DE 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvido que vá ouvir algum outro disco que me surpreenda este ano. Portanto, vamos aos melhores do ano. Sem ordem de preferëncia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You Are The Quarry – Morrissey&lt;br /&gt;The Dresden Dolls&lt;br /&gt;A Ghost Is Born – Wilco&lt;br /&gt;How To Dismantle An Atomic Bomb – U2&lt;br /&gt;Smile – Brian Wilson&lt;br /&gt;Around The Sun – R.E.M.&lt;br /&gt;Medulla – Bjork&lt;br /&gt;The Cure&lt;br /&gt;Desperate Youth, Bloody Thirsty Babes – TV On The Radio&lt;br /&gt;Now Here Is Nowhere – The Secret Machines&lt;br /&gt;Astronaut – Duran Duran&lt;br /&gt;Everybody Loves a Happy Ending – Tears For Fears&lt;br /&gt;Give Up – The Postal Service&lt;br /&gt;Lifeblood – Manic Street Preachers&lt;br /&gt;A Grant Don’t Come For Free – The Streets&lt;br /&gt;Hot Fuss – The Killers&lt;br /&gt;Trampin – Patti Smith&lt;br /&gt;The Sense of Movement - Valv&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo a acrescentar :&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110347766593312829?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110347766593312829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110347766593312829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110347766593312829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110347766593312829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/12/melhores-de-2004-duvido-que-v-ouvir.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110147481522432721</id><published>2004-11-26T11:09:00.000-02:00</published><updated>2004-11-26T11:13:35.223-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B00065XJ4S.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WITH THE LIGHTS OUT - Nirvana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ouvindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sei lá...será que os die-hard fãs da banda ainda aguentam ouvir a enésima versão para "Polly" ou uma outra que parece ter sido gravada em um gravadorzinho no porão de Cobain para "rape Me" ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou fã da banda e digo que não tenho paciência para isto. É só curiosidade e pronto. Não vou ouvi-la mais. Prefiro ouvir as originais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110147481522432721?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110147481522432721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110147481522432721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110147481522432721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110147481522432721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/11/with-lights-out-nirvana-estou-ouvindo.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110131791425076246</id><published>2004-11-24T15:36:00.000-02:00</published><updated>2004-11-24T15:38:34.250-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0006399FS.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HOW TO DISMANTLE NA ATOMIC BOMB – U2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massacrados. Isto é o mínimo que se pode dizer das reações da crítica mundial acerca do novo trabalho do U2, “How To Dismantle na Atomic Bomb”. De fato, nem toda a crí-crítica destruiu o álbum, mas apenas aqueles que esperavam um novo “Boy” ou um novo “Achtung Baby”. Ou ainda, quem sabe, que a banda mirasse suas antenas no chamado novo rock e despejasse um álbum com ecos de “gênios” como Libertines ou Rapture. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos disseram que a banda está apenas despejando mais algumas canções sem criatividade – repetições do que eles mesmos já fizeram no álbum anterior, “All That You Can’t Leave Behind” – ao contrário de trilharem o brilhante caminho do flerte com a eletrônica, como em “Pop” ou “Zooropa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria dos cri-críticos torceu o nariz para a quantidade de baladas existentes neste álbum. Por que o U2 prefere fazer uma “Sometimes You Can’t Make It On Your Own” – em homenagem ao pai de Bono, morto recentemente – do que aprofundar os conceitos presentes em faixas como “Discotheque” ou “Zooropa” ? Por que cargas d’água eles preferem fazer uma falsa volta às origens, como em “Vertigo” a repetirem o brilhante “Achtung Baby”, que daria muito mais prestígio à banda ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton, me preocuparia em agradar aos críticos ao invés de compor belas melodias, como “City of Blinding Lights” e “Original of The Species”. Para que isso ? Para agradar aos fãs ? Ah, que nada. O negócio mesmo é colocar ritmos eletrônicos, ser remixado por algum dj alemão oriental e fazer uma turnê em pequenos clubes, com capacidades para 200 pessoas, no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, ouvindo “How To Dismantle An Atomic Bomb” e lendo as cri-críticas despejadas na imprensa mundial, começo a achar que realmente estamos vivendo uma era sem parâmetros. Quando a referência para o rock mundial é o Libertines ( Desculpem cita-los de novo, mas é que eu simplesmente acho o hype em torno deles muito, mas muito mesmo, triste. Exatamente por serem uma banda tão chinfrim. ), eu prefiro desistir e ouvir jazz. E discos novos e antigos do U2 – esta sim, uma banda que sempre tem algo a dizer, ainda que seu último álbum não seja o melhor de sua carreira. Que eles envelheçam dignos e jovens como nesta atual fase.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110131791425076246?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110131791425076246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110131791425076246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110131791425076246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110131791425076246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/11/how-to-dismantle-na-atomic-bomb-u2.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-110021734023186322</id><published>2004-11-11T21:54:00.000-02:00</published><updated>2004-11-11T21:55:40.233-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TIM FESTIVAL 2004&lt;br /&gt;Jockey Clube de São Paulo&lt;br /&gt;Dia 6 e 7 de novembro de 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados alguns dias do Tim Festival 2004, ainda estou com um gostinho de quero mais, ou de “foi bom pra caralho” na boca. Sem dúvida alguma, foi a melhor edição do festival ( considerando que o Tim é uma espécie de evolução do Free Jazz ) que já fui. Claro que em anos anteriores aconteceram alguns shows inesquecíveis, mas num geral a qualidade das atrações desta edição superou as expectativas. Com apenas uma exceção, mas tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dia 6.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrasado, graças ao trânsito de São Paulo e à dificuldade em estacionar o carro no Jockey, entrei já no meio do show do Picassos Falsos, no Tim Stage. A impressão que dava era que o público estava usando aquele show para se situar, encontrar os amigos e fazer o chamado “social indie”. Ninguém prestava atenção à banda, que parecia ter sido colocada ali para cumprir mesmo esta função, apesar de terem feito um ótimo show – ainda que musicalmente deslocados, abrindo para PJ Harvey e Primal Scream. Mais particularmente, gostei do novo arranjo para o “clássico” da banda, “Quadrinhos” ( “Que guitarrista não quis tocar o riff desta música na década de 80 ?” foi o comentário ), mas foi só. Talvez em um outro lugar, num outro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PJ Harvey entrou trajando um vestido vermelho que fazia uma espécie de propaganda de seu mais recente álbum, “Uh Huh Her”. Impressionante é constatar que a feiúra e o sex appeal ( ainda se diz “sex appeal” ? ) podem tranquilamente conviver juntos em uma mesma pessoa. No palco, Polly Jean esbanja isso tudo, além de um vigor impressionante, uma presença de palco sublime e uma potência na voz para deixar muito vocalista por aí de queixos caídos. Some-se a isto a competência da banda que a acompanha e voilá. Está aí a receita de um show perfeito. Privilegiando os álbuns mais recentes, mas sem se esquecer das canções de seus dois primeiros e fundamentais trabalhos ( “Dry” e “Rid of me” ), a pequena Polly Jean arrasou Paris em chamas. Fez um show avassalador, com direito a coro da multidão em “Down By The Water”. Ao final do show, o comentário era “Bobby Gillespie vai ter que suar muito a camisa para dar conta do recado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui um fã ardoroso do Primal Scream, mas sempre respeitei o trabalho da banda, em todas as suas fases. Particularmente, prefiro a atual, mais eletrônica, mas também dou lá meus pulinhos por “Rocks” e “Movin’ On Up”. Pois quando Bobby Gillespie e sua turma entraram no palco, percebi que ia ser histórico. Primeiro, porque nada mais nada menos que três guitarristas despejavam acordes distorcidos em nossos ouvidos. Segundo, porque um deles era ninguém menos que Kevin Shields, do seminal My Bloody Valentine. E terceiro porque a banda havia decidido tocar num volume ensurdecedor.  PJ Harvey já havia tocado bem alto, mas os primeiros acordes do Primal Scream fizeram com que nossos ouvidos sintonizassem uma outra freqüência, bem mais alta, de guitarras ao vento. E o que aconteceu na próxima hora e meia foi uma das melhores apresentações ao vivo que vi na minha curta, porém rocker, existência. Alternando momentos “guitarra suja” com outros eletrônicos, Bobby Gillespie não só deu conta do recado como superou em muito a performance que o precedeu. Três momentos ficarão guardados na memória para sempre : a multidão entoando, pulando e gritando “Rocks” a plenos pulmões; a arrasadora “Swastika Eyes” e o encerramento com “Movin’ On Up”. Depois disto, só mesmo indo para casa e tentar imaginar quem poderia superar esta performance no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dia 7&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início encarei “Uma Noite com Brian Wilson” como uma experiência sociológica, ou uma oportunidade única de ver ali na minha frente o cara que compôs uma das Top 10 canções de todos os tempos, “God Only Knows”. Mas mesmo com tudo isso, fiquei com um pé atrás dado ao estado clínico da figura. Muito se diz de Brian Wilson, mas muito pouco é comprovado. Dizem que ele ouve vozes, que é esquizofrênico, que tem medo de tudo e de todos, que pirou, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ao entrar no Tim Stage no domingo, tive uma sensação de que estava diante de uma oportunidade única de comprovar por mim mesmo isso tudo. E lá veio ele. Atrás dele, uma banda de mais ou menos umas 12 pessoas, extremamente competente, que reproduzia os clássicos dos Beach Boys com perfeição, além de algumas belas canções de sua carreira solo. Wilson ficava ali na frente, fingindo tocar ora um teclado, ora um baixo, lendo as letras num teleprompter e atuando mais como um maestro do que um performer. E os hits foram se sucedendo. Aos primeiros acordes de “Sloop John B”, a primeira canção, a platéia já estava ganha. E quando ele introduziu “Wouldn’t It Be Nice”, me conquistou, deixando meus olhos mareados. Mas na seqüência, ele seria muito covarde com meu coração. Anunciando como “a canção preferida de Paul McCartney”, ele nos presenteou com uma belíssima versão de “God Only Knows”. Ali, Wilson me conquistou de vez e me fez chorar copiosamente. Dali em diante, o sorriso permaneceu na cara até o bis matador, com “Bárbara Ann”, “I get Around” e tantas outras. Ah sim, como esquecer de “Good Vibrations” e as músicas de “Smile”, que foram enxertadas durante o set, apesar de a organização do evento ter anunciado que ele iria ser executado na íntegra ? Ainda bem que não foi. Seria demais para meu pobre coraçãozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Brian Wilson, o que esperar ? Lá fui eu para o Tim Lab sem saber a resposta para isto e com a certeza de que já havia visto o que interessava. O primeiro show da noite no Lab cumpriu o mesmo papel dos Picassos Falsos na noite anterior no Stage. Rodrigo Guedes e seu Grenade bem que tentaram, mas o público estava ali para ver Libertines e não tinha jeito mesmo. Foram competentes e até arrancaram aplausos de muitos, mas a noite era mesmo da banda seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quase. Os Libertines entraram no palco com um atraso regulamentar, em virtude da transmissão ao vivo pela Rede Globo. O que só aumentou a minha impaciência com eles. E olha que eu dei muita chance a esta banda. Tenho os dois discos, já ouvi inúmeras vezes, acompanho todo o hype, mas não teve jeito. Assim como acho os dois discos bem meia-boca, a banda não conseguiu me convencer em nenhum momento em cima de um palco. Dizem que de cada cinco shows, eles fazem um bom e quatro ruins. Não acredito. Acho que os cinco devem ser ruins. Só sei que Carl Barat e sua turma me fizeram sentar no fundo do Tim Lab, enquanto a multidão que acompanha qualquer hype cuspido pela imprensa musical indie se espremia lá na frente. Grande parte do público era formado por mulheres, que acham o cara lindo (como me foi confessado por uma delas). A esta altura do campeonato eu nem estava mais prestando atenção e contando os minutos para que o show – interminável – acabasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim que ele acabou, a multidão deu no pé. Muitos foram badalar do lado de fora. Outros tantos rumaram para o show do Pet Shop Boys. Eu e mais a turma do metal ficamos para conferir a performance do Mars Volta – a mais aguardada por mim naquela noite. E eles não decepcionaram. Não dá pra definir muito em palavras o que foi aquilo. Talvez os adjetivos “visceral”, “insano” e “esporrento” definam melhor o que foi o curto set de 50 minutos. Olhar para o lado e dar de cara com bocas abertas era comum. Mais comum ainda era ouvir termos como “ca-ra-lho !” ou “pu-ta-que-pa-riu !” Ao final, ficou a sensação de que um trator havia passado por todos nós e nos deixado catatônicos. Impecável. Um daqueles shows que muda a vida de muita gente. A mistura de Led Zeppelin, King Crimson, Jimi Hendrix e punk rock do Mars Volta em cima de um palco fez com que muitos comparassem aquele show ao famoso show dos Sex Pistols em Manchester, em 1976, que foi assistido por pouco mais de 40 pessoas, mas todas montaram bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, fica o parabéns para a Dueto – organizadora do Festival – que conseguiu superar em qualidade a edição anterior, além de todas as que assisti do Free Jazz. Para 2005, o Festival promete voltar ao seu formato inicial – acontecendo no Rio e em São Paulo simultaneamente. Mas, parafraseando o que foi dito ao final do show de PJ Harvey, “a Dueto vai ter que suar muito a camisa para superar a edição deste ano”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-110021734023186322?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/110021734023186322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=110021734023186322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110021734023186322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/110021734023186322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/11/tim-festival-2004-jockey-clube-de-so.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109845980161974393</id><published>2004-10-22T12:40:00.000-03:00</published><updated>2004-10-22T12:46:59.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0001XARKE.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE DRESDEN DOLLS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira e mexe, alguém da imprensa cultural mundial proclama que o rock and roll está morto. Quando não é um jornalista, é um músico que, chateado pela mesmice do gênero em que milita, decreta que a era das guitarras acabou, conseguindo chamar a atenção. Geralmente as respostas vêm em forma de movimentos ou de novos artistas que recuperam a força das guitarras sujas, revitalizando um gênero que, não muitas vezes, já foi acusado de não saber se reinventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que isso tudo tem a ver com os Dresden Dolls - uma dupla norte-americana que tem em sua formação uma cantora que mais parece oriunda de um cabaré alemão da década de 20 e um baterista com formação múltipla ? A resposta é simples. Ao abdicar do som de guitarras, e ao mesmo tempo ser influenciada por artistas que primam pelo experimentalismo e pela criatividade se utilizando de uma guitarra ( como The Fall e PJ Harvey ) a dupla consegue criar algo novo – artigo em falta nos supermercados musicais dos nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco de estréia dos Dresden Dolls, recém-lançado lá fora, é um pouco disso tudo. Energia punk misturada a melodias nitidamente inspiradas nos tais cabarés alemãos, além de um pouco da rebeldia contida de nomes como Tori Amos. As canções não seguem nenhuma fórmula estabelecida, a não ser a de que não existem limites para se tratar de temas difíceis, como a transsexualidade ( “Half Jack” ) e a dificuldade de se relacionar com uma mulher ( “Girl Anachronism” ). Amanda Palmer imprime veracidade, lirismo e força em sua voz, ao mesmo tempo em que esmurra delicadamente seu piano na tentativa de obter notas que aproximem o som da dupla da agressividade das bandas punk da década de 70. Brian Viglione pontua tudo em sua bateria, acompanhando as loucuras às vezes contidas de Amanda, e parecendo ora um baterista de jazz, ora de uma banda tecnopop dos anos 80 ( outra influência bastante presente no som dos Dresden Dolls ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formada em 2001 na cidade de Boston, a dupla consegue, neste trabalho, fazer um som atemporal, podendo estar situado em alguma das épocas já descritas por aqui ou ainda em algum lugar do futuro. Aliando passado, presente e futuro em seu som, os Dresden Dolls conseguem trilhar um caminho que muitos têm perseguido sem sucesso : o do ineditismo em uma era onde a música engatinha à procura de seu rumo. É a tal crise criativa que se abate pelas culturas nos inícios de séculos. Ainda bem que os Dresden Dolls não fazem parte de tempo algum.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109845980161974393?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109845980161974393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109845980161974393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109845980161974393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109845980161974393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/10/dresden-dolls-vira-e-mexe-algum-da.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109724890176506487</id><published>2004-10-08T13:20:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T12:26:13.610-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://i.s8.com.br/images/cds/cover/img5/262635_4.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AROUND THE SUN – R.E.M.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tarefa bastante ingrata falar de um álbum de um de seus artistas prediletos predileta. Muitos dirão que é impossível deixar a passionalidade de lado. Outros tantos, eu incluído, dirão que nunca será possível falar de álbum algum sem que isso aconteça. Ainda mais quando o artista em questão é o R.E.M. – banda que, não raras as vezes, tratou o sentimento como coisa de gente grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Around The Sun” é uma espécie de continuação musical de “Reveal” e “Up”, os dois últimos álbuns de inéditas de Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck. Já virou lugar comum dizer que desde a saída de Bill Berry, o R.E.M tem procurado ansiosamente seu caminho. Se “Up” é um álbum de transição e “Reveal” aponta para alguns caminhos, “Around The Sun” deveria ser a conclusão desta busca. Mas não é. E ainda assim, aponta para algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, as belas melodias, as letras inspiradas estão todas lá, mas ainda falta algo. Talvez não a jovialidade e força de trabalhos como “Document” e “Green”, mas a coesão e sensação de perfeição que permeava trabalhos como “Automatic For The People”. Canções como “Make It All Ok” e “The Outsiders” são belas, mas ainda falta algo. O tal pulo do gato que fez do R.E.M. a maior banda de rock do mundo e, num instante depois, responsável por que tantos corações rockers se derretessem ao som de “Everybody Hurts” ( talvez a mais linda balada já feita, à exceção de “God Only Knows”, dos Beach Boys ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stipe, Buck e Mills estão mais velhos, tranqüilos, em paz consigo mesmos, mas nem por isso relaxados. A construção das canções continua com a complexidade simples que sempre permeou seu trabalho. A politização das letras, marcante em alguns momentos de sua irrepreensível carreira, aqui chega em versão John Kerry, com a banda assumindo uma postura liberal a favor do candidato democrata à presidência americana, e dizendo isso em canções como “I Wanted to be wrong” e “The Worst Joke Ever”. Na verdade, o sentimento político está tão presente que é possível encontrar metáforas para isto em todas as letras de “Around The Sun”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai ser com este álbum que a banda vai deixar de ter uma carreira irrepreensível, mas o novo milênio ainda não mostrou suas caras para o R.E.M. Passionalidade e politização não são mais suficientes para dar o tal pulo do gato, mas ainda assim eles conseguem manter a linha. Tantos anos de estrada, por mais incrível que isso possa parecer, atrapalharam um pouco os rumos do trio. Ainda mais que, nesta era de pouca criatividade, todos parecem querer trilhar o mesmo caminho de sucesso deles. E é preciso estar bastante à frente de seu próprio tempo para fugir dele.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109724890176506487?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109724890176506487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109724890176506487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109724890176506487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109724890176506487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/10/around-sun-r.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109724567752198760</id><published>2004-10-08T11:26:00.000-03:00</published><updated>2004-10-08T11:27:57.523-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TIM FESTIVAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PJ Harvey&lt;br /&gt;- Primal Scream&lt;br /&gt;- Brian Wilson&lt;br /&gt;- Libertines&lt;br /&gt;- Mars Volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso dizer uma coisa : nos vemos lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109724567752198760?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109724567752198760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109724567752198760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109724567752198760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109724567752198760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/10/tim-festival-pj-harvey-primal-scream.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109595001198291091</id><published>2004-09-23T11:32:00.000-03:00</published><updated>2004-09-23T11:33:31.983-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.manics.co.uk/04/img/lifeblood.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LIFEBLOOD – Manic Street Preachers&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra as páginas dos jornais britânicos, e até de alguns brasileiros que cobrem o mundo do rock inglês. Só se fala do tal revival dos anos 80 e de como artistas do porte de Scissor Sisters, The Killers e até os incensados Franz Ferdinand tomam a “década perdida” como referência em seu som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que para tomar a sonoridade de uma década de referência, é preciso muitas horas de quartinho aprendendo as lições ensinadas pelos professores que se formaram na cena pop daquela época. Caso contrário, corre-se o risco de a proposta se tornar efêmera antes mesmo de sua consolidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lifeblood” é o sétimo álbum de canções inéditas – e o primeiro desde 2001 - do Manic Street Preachers, uma banda que já passou por tantos percalços em sua carreira e já jogou em tantos times que é difícil apontar um estilo para defini-los. Power pop ? Brit pop ? Indie rock ? Nada disso. O Manic Street Preachers faz hoje manics pop – um estilo que pode até não ter sido totalmente criado por eles, dado ao número interminável de referências imprimidas por eles nas canções, mas é genuinamente original, por mais incrível que possa parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rápida passada pelo website da banda ( www.manics.co.uk ) dá uma pista do caminho que a banda optou por tomar neste “Lifeblood”. Ao listar os sons que ouvem na atualidade, Nicky Wire, James Dean Bradfield e Sean Moore entregam o jogo : New Order ( fase “Low Life” ), David Bowie ( fase “Scary Monsters” ), Fleetwood Mac, Cardigans, Orange Juice, Abba, Cabaret Voltaire, A Certain Ratio, The Cure, U2, Rush, e porque não The Killers e Scissor Sisters. Power pop, Gothic pop, indie rock, progressive pop, pop, pop, pop.....manics pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta passear pelas 12 faixas de “Lifeblood” para constatar que os Manics continuam extremamente pessoais na construção de suas melodias e arranjos( a voz aguda de James Dean Bradfield aliada à potência de sua guitarra, da bateria de Sean Moore, e da pontuação do baixo de Nicky Wire são irresistíveis ) ao mesmo tempo em que soam como suas influências de uma maneira honesta. Em “1985” e no primeiro single do álbum, “The Life of Richard Nixon”, eles soam mais New Order, em “Low Life” do que o próprio New Order. A bela “Empty Souls” bebe nestas mesmas fontes, mas também reverencia o próprio trabalho anterior, principalmente o clássico “Everything Must Go”. Daí por diante, as tais influências vão sendo assimiladas pelo ouvinte de uma maneira homogênea e conduzidas até o final do álbum com maestria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela capacidade de se reinventar, assimilar influências, tendências e ainda assim soar inédito, o Manic Street Preachers já merece crédito. Crédito este que os traz de volta ao panteão pop, ocupando não só o lugar que é deles desde 1996 ( ano do estouro de “Everything Must Go” ) como mais alguns assentos que se encontravam vagos e que nomes como Killers, Scissor Sisters, Franz Ferdinand e outros esperavam para ocupar.  Os “professores” Manics estão de volta e em forma.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109595001198291091?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109595001198291091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109595001198291091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109595001198291091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109595001198291091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/09/lifeblood-manic-street-preachers-abra.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109534616244345517</id><published>2004-09-16T11:48:00.000-03:00</published><updated>2004-09-16T11:49:22.443-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.arnaldobaptista.mus.br/pics/fto_000.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LET IT BED - Arnaldo Baptista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho é o mínimo que se pode dizer deste álbum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito, mas muito tempo mesmo, sem gravar nada inédito, o mutante Arnaldo Baptista lança “Let It Bed”, que pode ser descrito como uma ação entre amigos, ou uma caridade feita por alguns fãs ardorosos em prol da saúde de Arnaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque Arnaldo é hoje uma pessoa reclusa, que vive em Juiz de Fora (MG ) ao lado da esposa Lucinha, que o ajuda de todas as formas a se recuperar da tentativa de suicídio, em 1982. Mito para muitos, louco para outros tantos, Arnaldo jamais deixou de influenciar músicos por todas as partes do mundo. Dois deles – John, do Pato Fu e Rubinho Troll, ex-parceiro de John no Sexo Explícito – resolveram ir além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois levaram para a casa de Arnaldo em Juiz de Fora uma parafernália eletrônica de registro de áudio e montaram uma espécie de estúdio caseiro, para que o mestre pudesse ficar bem à vontade ao criar suas melodias, letras e dar vazão à sua lisergia, ainda bastante intacta nos dias de hoje. Paralelo a isto, outra dupla de fãs, Daniel Albinatti e Fabiano Fonseca – do Andar Estúdio e do projeto Digitaria – também ofereceram seus serviços como uma forma de agradecer tudo que Arnaldo fez pelo bem da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é um álbum complexo, difícil, mas que traz em suas 12 faixas uma amostra de como a genialidade aliada à loucura pode produzir uma obra instigante. Da primeira à última faixa, o que ouvimos ( e sentimos ) é um músico com uma capacidade enorme de compor, mas nitidamente fragmentado ao registrar. Por conta disso, ao invés da produção propriamente dita, o trabalho de John, Rubinho, Daniel e Fabiano foi simplesmente de amarrar as muitas pontas sonoras despejadas por Arnaldo a todo momento. Subvertendo o próprio processo de feitura de um álbum, os 4 produtores conseguiram assim chegar a um denominador comum que não é outro senão a cara do próprio Arnaldo Baptista : contestador, inovador, experimental e porque não pop em muitos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Let It Bed” é mais do que um álbum, é um acontecimento. Muitos o comparam com “Gettin’ in Over My Head’, o trabalho mais recente de Brian Wilson, dos Beach Boys, que também contou com a colaboração de inúmeros amigos famosos. Como Wilson, Arnaldo foi ao céu e ao inferno, mas retornou. Para escrever mais um capítulo de uma tortuosa carreira. Nunca a máxima “de médico e louco, todos tempos um pouco” foi tão bem parafraseada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De músico e louco, todos tempos um pouco”&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109534616244345517?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109534616244345517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109534616244345517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109534616244345517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109534616244345517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/09/let-it-bed-arnaldo-baptista-estranho-o.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109422293290249066</id><published>2004-09-03T11:33:00.000-03:00</published><updated>2004-09-03T11:48:52.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RAPIDINHAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na ausência de bons lançamentos que mereçam textos longos ( ano fraco ? ), vamos a algumas rapidinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OLDIES, BUT GOLDIES ( OU, SEMPRE É BOM REVISITAR OS CLÁSSICOS )&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Songs In The Key Of Life - Stevie Wonder&lt;/strong&gt;. Animado pelo programa de tv que falava sobre as gravações desta maravilha, desempoerei minha cópia. O que dizer mais de um disco que tem "Isn't She Lovely", "Love's in Need Of Love Today", "Pastime Paradise" e "As" ? Simplesmente sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Darkness On The Edge of Town - Bruce Springsteen&lt;/strong&gt;. O chefão em sua melhor forma, num de seus álbuns clássicos. "Racing In The Street", "Something In The Night", "Adam Raised a Cain" e a faixa-título valem qualquer centavo gasto ao adquiri-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Traveling Wilburys vol 1 - Traveling Wilburys&lt;/strong&gt;. Bob Dylan, George Harrisom, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison se reunindo para se divertirem e criarem mais algumas pérolas para suas carreiras. Quem resiste à voz de Orbison em "You're Not Alone" ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Rod Stewart &amp; The Faces - Best Of&lt;/strong&gt;. Coletânea dupla com o melhor da banda de Rod Stewart, Ronnie Lane e Ron Wood. Quem conhece o Acústico Rod Stewart ( um dos melhores da história, na minha opinião ), sabe da força das canções que em suas gravações originais, são infinitamente superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NÃO SAEM DO CD PLAYER&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Hot Fuss - The Killers&lt;/strong&gt;. Não sei explicar o porquê, mas "Smile Like You Mean It" é a minha música do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Wonkavision - Wonkavision&lt;/strong&gt;. Disco de estréia da banda gaúcha por uma gravadora ( Orbeat ). Produzido por John ( Pato Fu ). Pop adolescente elevado à enésima potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Gettin' Over My head - Brian Wilson&lt;/strong&gt;. Novo álbum do beachboy. Ecos dele mesmo, dos BBoys e dos amigos convidados para a festa ( Paul McCartney, dentre outros )&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109422293290249066?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109422293290249066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109422293290249066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109422293290249066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109422293290249066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/09/rapidinhas-na-ausncia-de-bons.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109301500458716048</id><published>2004-08-20T12:15:00.000-03:00</published><updated>2004-08-20T12:16:44.586-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0002JUXB0.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEDÚLLA – Bjork&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da década de 80, uma cantora oriunda de um país gelado no norte, chamado Islândia atraiu a atenção do mundo com sua voz inigualável, capaz de alcançar notas altíssimas ( seria ela uma cantora lírica disfarçada ? ) à frente de uma banda que não encontrava similares àquela época : os Sugarcubes. O primeiro álbum da banda, Life’s Too Good” é nada menos do que um clássico. Mostrava uma banda capturando influências do punk, pós-punk e de toda a geração inglesa da década de 80 ( Smiths, Wedding Present, etc ), enquanto a pequena Bjork e sua voz ora reinavam absolutos lá na frente, ora faziam um contraponto à outra voz da banda, Einar Orn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Sugarcubes acabaram algum tempo depois e Bjork partiu para a carreira solo. Desde então, ela tem flertado com jazz, rock, blues, soul, e todas as vertentes da música eletrônica para criar um som único a cada audição. “Post”, “Debut”, “Homogenic” e “Vespertine” são álbums do tipo “ame-os ou odeie-os”. O som de Bjork não é tão fácil de ser assimilado, mas é inegável que a pequena islandesa tem um talento inigualável e, se não cria, pelo menos adianta algumas tendências musicais que serão popularizadas algum tempo depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tudo e por muito mais, “Medúlla” chega cercado de expectativa. Primeiro, porque é um álbum de Bjork ( o primeiro em cinco anos ). Depois, porque as primeiras notícias que circularam sobre ele já davam conta de que seria antológico. Bjork havia decidido gravar um álbum somente com vozes. Vozes se sobrepondo a outras vozes, substituindo os instrumentos convencionais, mostrando seu poder. Muitos torceram o nariz para a idéia, mas admirar a coragem de Bjork em conceber e produzir um trabalho destes é o mínimo que se podia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a proposta denotar experimentalismo, “Medúlla” é surpreendentemente um álbum de fácil assimilação para quem já conhece o trabalho da cantora. Ali estão os flertes eletrônicos de sempre, mas com a diferença que desta vez eles são construídos com camadas de vozes superpostas. O paradoxo fica então estabelecido : o eletrônico sendo produzido pelo elemento menos eletrônico que a música pode fornecer – a voz. Para tal, Bjork contou com a ajuda de figuras ímpares como Mike Patton, ex-Faith No More e atual Fantomas e de um louco japonês chamado Dokaka, que se especializou em gravar covers de canções somente com as vozes substituindo todos os instrumentos. O trabalho de Dokaka, apesar de ser bem diferente do de Bjork, parte do mesmo princípio e consegue uma unidade sem par com sua voz, produzindo um resultado fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira audição, algumas canções se sobressaem. As faixas “Pleasure is all mine”, “Show me forgiveness”, “Where is the line” e “Triumph of the heart” aliam beleza, técnica impecável e um pouco de estranheza – como não poderia deixar de ser – para desembocarem em um resultado único. “Oceania” já tinha sido mostrada por Bjork na abertura das Olimpíadas de Atenas, mas no disco ela ganha força exatamente pela possibilidade de se prestar atenção a todos os detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Medúlla” não vai agradar a gregos e troianos, como todos os trabalhos de Bjork, mas é desde já um marco na história da música, por ser corajoso, inovador, instigante e por buscar direções novas em meio ao marasmo que domina a cena pop mundial. Ainda bem que existem artistas como Bjork para nos lembrar que um dia estas características todas foram fundamentais para a evolução da música.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109301500458716048?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109301500458716048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109301500458716048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109301500458716048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109301500458716048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/08/medlla-bjork-no-final-da-dcada-de-80.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109209952317012360</id><published>2004-08-09T21:54:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T21:58:43.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/eletronika2004.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FESTIVAL ELETRONIKA 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;5 a 8 de agosto&lt;br /&gt;Marista Hall / Casa do Conde&lt;br /&gt;Belo Horizonte - MG&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será leviano afirmar que o Eletronika é o principal festival de música eletrônica do país nos dias de hoje ?  Muitos vão dizer que este título fica com o Skol Beats, outros dirão que o antigo Free Jazz, atual Tim Festival já conquistou este espaço, mas a verdade é que o Eletronika – festival criado em 1999 pela extinta Motor Music, e atualmente gerenciado por uma espécie de produtora-filhote, a Sacode – ostenta este título com louvor, por vários motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles - e fator primordial para seu sucesso - é o fato de ele não ser uma grande festa, como o Skol Beats, ou simplesmente um palco para shows de artistas consagrados, como o Tim Festival. Desde seu início, a preocupação com o conceito ocupa lugar de destaque na programação, através dos inúmeros debates, workshops, palestras, e com certeza, em seu próprio line-up, que como o próprio subtítulo do festival anuncia, é bem mais uma plataforma de lançamentos, experimentos e novas tendências, do que simplesmente um spot para artistas consagrados “fazerem a cabeça da galera”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o lado “fazer a cabeça” também está presente no Eletronika. Em todas as edições, os principais djs do país vieram, tocaram e causaram furor. E é aí que a porca mais uma vez torce o rabo. A edição 2004, recém-terminada, deixou um nó nas cabeças dos produtores do evento, e outro nas do público. A fórmula “djs-que-levantam-multidões” não funcionou e as duas principais noites do evento estavam vazias. Será que ela se esgotou ? O público não está mais interessado nos chamados “pica-grossas” da música eletrônica, como Marky, Mau Mau, Patife e Anderson Noise ? Mas eles lotam clubes, casas noturnas e até estádios por onde quer que passem ! Por que não em Belo Horizonte ? O Eletronika continuará ostentando o título de principal festival de música eletrônica do país ? A seguir, os próximos capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tentar chegar a uma conclusão, vamos dar uma passeada pelo que de melhor aconteceu nos 4 dias do festival. Dividido em dois locais, o Eletronika 2004 ocupou a Casa do Conde Santa Marinha por 4 dias e o Marista Hall por dois. Na primeira, aconteceram os debates, workshops e os shows.....digamos....de menor público. Lá se apresentaram, entre outros, Totonho e os Cabra, Mombojó, De Leve, Mamelo Sound System, FAQ, Curumim, Labo, Digitaria, M. Takara, Pexbaa, Coletivo Universal, dentre outros. Mas pêra aí, meu camarada ? Você não disse que é um festival de música eletrônica ? Sim, eu disse, mas nos dias de hoje toda música é um pouco eletrônica, sacou ? Vamos colocar assim, então : o Eletronika é um festival de novas tendências musicais, que utilizam a eletrônica de alguma forma em seus trabalhos. Fica bem mais fácil compreender o porquê, o como e o quando do festival desta maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Casa do Conde, tudo correu às mil maravilhas. Público interessado, clima de camaradagem geral, mistura de tribos, etc etc etc. Mas no Marista Hall, a coisa não esteve tão como esperado. A expectativa era de 5 mil pessoas/dia. Não deve ter chegado a 1.000/dia ( Jeff, Boffa, Aluizer, corrijam-me se estiver errado ). Mas onde foi o erro ? Na programação ? Bom, Marky, Xerxes, Patife, Mau Mau e Renato Lopes estavam lá. Tudo bem, tinha também Bojo e Maria Alcina ( puta show ), Dolores : Aparelhagem ( idem ), Bnegão e Seletores de Freqüência ( botaram todo mundo para chacoalhar o esqueleto ao som do “hino nacional” “Verdadeira Dança do Patinho” ) e outros artistas que não atraem tanto público assim, apesar de serem extremamente conceituados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente reclamou do preço, mas me digam vocês : R$ 20,00 por uma noite destas não é um preço justo ? Menos do que isto é até desmerecer o trabalho dos artistas que ali se apresentaram. Bom, então o que restou ? O clima ? o mês de Agosto “cachorro-louco” ? Muitas opções na cidade ? Ameaças de bombas ou enxames de gafanhotos ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso. Até agora não encontrei uma explicação possível para o fracasso. Já ouvi muitas. Que os djs “pica-grossas” antes se apresentavam na cidade uma vez por ano ( no Eletronika ) e agora vêm pelo menos 4 vezes por semestre. Que o Marista Hall não é o local apropriado ( não concordo ). Que o público não quer assistir a “novidades” como Bojo, Dolores e Gold Chains, misturados aos de sempre. Que o povo belorizontino é pão-duro e acha R$ 20,00 muito caro para um evento destes. Que o povo belorizontino está sem dinheiro. Etc, etc etc.  Nenhuma destas “desculpas” me convenceu e continuo tentando encontrar uma explicação. A produção esteve mais uma vez impecável, os artistas foram de primeiríssima linha, o festival foi muito bem organizado e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego a pensar que Belo Horizonte, depois de tanto tempo investindo nesta vocação eletrônica, não está preparada para o Eletronika. Talvez a cidade esteja mesmo perdendo o fio da meada e da história, e mais uma vez ficando para trás. Já se disse que o público belorizontino é dos mais difíceis do país ( daí o fato de a cidade ser um dos mercados-teste para lançamentos de produtos ), mas isto tem se agravado nos últimos tempos. Será que, anos depois, olharemos para trás e nos orgulharemos – tarde demais – do que foi feito, assim como muitas e muitas iniciativas que nasceram e morreram na praia ? Sinceramente, espero que não. Mas se acontecer, estarei preparado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109209952317012360?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109209952317012360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109209952317012360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109209952317012360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109209952317012360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/08/festival-eletronika-2004-5-8-de-agosto.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109122028322333594</id><published>2004-07-30T17:40:00.000-03:00</published><updated>2004-07-30T17:52:04.160-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/antics_package.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ANTICS - Interpol&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante sua passagem recente pelo Brasil, Ian McCulloch, o vocalista o Echo &amp; The Bunnymen, ao ser perguntado sobre a atual onda revisionista dos anos 80 na música, disse que achava interessante, porque as novas gerações precisam aprender um pouco como é que se faz. Ironias à parte, não dá pra tirar a razão do cara num momento em que o mundo pop parece ser invadido por bandas que se espelham em nomes deste passado nem tão longínquo assim para criar algo “de novo”. E não basta se espelhar. Para fazer bem feito, nos dias de hoje, o som deve conter elementos que lembrem – e muito – os artistas do passado. Como se isto não bastasse, os novos artistas devem reverenciar a todo momento seus ídolos e até provocar amizades ( forçadas ? ) entre eles, como uma forma de legitimar o que fazem. Sem citar nomes, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das bandas que trilham este caminho revisionista é o Interpol. Nascida e criada em New York ( onde mais ? ), faz parte dessa chamada onda de renascimento do rock, surgida após o sucesso mundial dos Strokes. Lançaram um bom disco de estréia ( “Turn On The Bright Lights” ) em 2002 e agora lançam seu sucessor, “Antics” ( se é que ele vai ter este título definitivo, já que por enquanto circula apenas pela internet ). Mais do que depressa, foram comparados com Joy Division e similares. Não era para menos. O timbre de voz de Daniel Kessler lembra bastante o de Ian Curtis, mas perde de longe em intensidade e emoção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se “Turn On The Bright Lights” mostrava uma banda concisa, certa do que estava a produzir, “Antics” é uma decepção neste sentido. Como 99,9% das bandas que se lançam no mercado e sucumbem logo após o segundo disco por não conseguirem se renovar, o Interpol parece estar numa encruzilhada. Ao mesmo tempo em que seu som ainda é “bem feitinho” ( e isto não é um elogio, diga-se de passagem ), o caminho da inovação que parecia correto no primeiro álbum, aqui se mostra sem fôlego. As ( até então ) 10 faixas do álbum não apenas repetem a fórmula anterior, como não empolgam em nenhum momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seria leviano encerrar esta resenha dizendo máximas como “a banda desaprendeu”. Na verdade, eles nunca aprenderam nada além do que fazem neste álbum. As referências aos nomes da década de 80 são muito maiores que eles e não deixam que o som se liberte destes karmas. Uma pena, pois prometiam muito. Vão acabar tendo o mesmo fim dos Strokes, do Hives e de tantos nomes que surgem e caem no ostracismo depois de um tempo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109122028322333594?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109122028322333594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109122028322333594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109122028322333594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109122028322333594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/07/antics-interpol-durante-sua-passagem.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-109043957347695121</id><published>2004-07-21T16:51:00.000-03:00</published><updated>2004-07-21T16:52:53.476-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.c2m.com.br/conteudo/produto/imagem/74321694392_t2.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HOT 20 – Picassos Falsos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será possível que este site chegou ao ponto de fazer um texto sobre uma destas coletâneas caça-níqueis despejadas aos montes pelas gravadoras, no intuito de faturar mais alguns trocados ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim e não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que “Top 20” é um destes produtos, ninguém duvida. Como este, vemos diariamente algumas outras centenas (?) de similares nas lojas de discos por todo o país. Mas o que faz esta ser tão especial que merece uma resenha aqui ? A banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não viveu os anos 80 ( tenho a impressão de já ter dito isto aqui. Estou me tornando repetitivo ou a música pop é que está sendo cada vez mais recorrente ? ), a banda Picassos Falsos foi uma das muitas surgidas no boom do Brock e que, como tantas outras, foi errôneamente jogada em um bôlo de que não fazia parte. Na ânsia por faturar, as gravadoras embalavam produtos como bem queriam, ao seu bel prazer, sem se preocupar com integridades artísticas ou coisas do tipo. E infelizmente o coitado do público consumidor ficava sempre à mercê destes gênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formada por Humberto Effe, Gustavo Corsi, Abílio Azambuja e José Henrique Alves, o Picassos Falsos pode tranquilamente ser considerado o precursor de uma linhagem voltada para a mistura de MPB, samba e rock, que no futuro teria prosseguimento em trabalhos de gente como Los Hermanos, Farofa Carioca e Pedro Luís e a Parede. Genuinamente cariocas, gravaram apenas dois álbuns, ( “Picassos Falsos” e “Supercarioca”, este com Luiz Henrique no baixo ) antes de partirem para o limbo. Retornaram à atividade este ano com um álbum ( “Novo Mundo” ) que será posteriormente comentado aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto no primeiro álbum, o som do Picassos Falsos ainda ensaiava esta mistura ( o álbum conseguiu uma boa repercussão radiofônica, como hits da estirpe de “Quadrinhos” e “Carne e Osso” ), em “Supercarioca” ela se mostra coesa e inventiva. Apesar de ser acusado de anti-comercial na época, o álbum emplacou faixas como “Bolero” nas rádios rock da época ( que em muito se diferenciavam das nossas atuais “similares” ). O lirismo das letras de Humberto Effe encontrou eco nas melodias construídas pela banda, exaltando tanto influências genuinamente brasileiras, como Noel Rosa, como modernizando-as em direção ao novo rock ( ou até ao velho rock, reciclado ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, estes dois verdadeiros clássicos da MP(op)B jamais foram editados em CD. Apenas esta coletânea garantiu o acesso às novas gerações ao trabalho dos Picassos Falsos. Em tempos de revivals dos anos 80, não seria de todo mal se a banda conseguisse um lugar ao sol. Ainda que seja somente para tornar este revival um pouco mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-109043957347695121?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/109043957347695121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=109043957347695121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109043957347695121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/109043957347695121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/07/hot-20-picassos-falsos-mas-ser-possvel.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108931495078719804</id><published>2004-07-08T16:26:00.000-03:00</published><updated>2004-07-08T16:29:10.786-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B00020NPZA.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTRABAND – Velvet Revolver&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It’s only rock and roll but.....so what ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos, os fãs se perguntaram se Slash, Duff McKagan e Matt Sorum iriam passar o resto de suas vidas vendo Axl Rose denegrir o santo nome dos Guns N’ Roses em vão, sem ao menos esboçarem uma reação. Slash bem que tentou fazer algo com o Slash’s Snakepit, mas a coisa jamais decolou. Então, o jeito foi mesmo chamar os velhos companheiros de guerra e, juntos, arquitetarem um plano. Mas faltava uma peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta peça surgiu sob o nome de Scott Weiland, o atormentado e problemático cantor do Stone Temple Pilots, que após idas e vindas de sua banda, havia decretado o seu fim e se dedicado cada vez mais à sua eterna recuperação do mundo das drogas. Foi aí que ele deve ter pensado : quer melhor recuperação do que montar uma banda de rock com alguns dos maiores entendedores do gênero ? E é aí que a vaca torce o rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No papel, o time era perfeito. Ainda mais com a aquisição de Dave Kusher, ex-Suicidal Tendencies. Acontece que eles se esqueceram de uma coisinha básica e primordial para uma banda de rock : a química. O hard rock é um dos gêneros que menos evoluiu ao longo do tempo ( talvez só perca para o reggae, mas isso é outra história ). Sempre foram necessárias algumas boas doses cavalares de suor y otras cositas más para fazer com que bandas como as próprias Guns N’ Roses e Stone Temple Pilots funcionassem. Doses estas que se traduziam em boas canções, química entre seus integrantes e o fator “estar-no-lugar-certo-na-hora-certa”, dentre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, não é o caso do Velvet Revolver. Os músicos são bons, o cantor é excepcional, a música produzida por eles tem um punch que vai agradar à garotada mas pára por aí. Não há um lampejo de criatividade, músicas inesquecíveis ou até algum elemento que possa se sobressair. É tudo muito linear, burocrático e chega a lembrar o Darkness em alguns momentos. Mas se pensarmos que o Darkness é um paródia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, a vontade que dá é de colocar os velhos e já clássicos discos de Guns N’ Roses e Stone Temple Pilots. Ou – heresia – torcer para que a prima-dona Axl consiga fazer algo melhor com seu “Chinese Democracy”. Talvez ele não tenha sido tão vilão da história como todos pensamos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108931495078719804?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108931495078719804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108931495078719804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108931495078719804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108931495078719804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/07/contraband-velvet-revolver-its-only.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108836387089291130</id><published>2004-06-27T16:14:00.000-03:00</published><updated>2004-06-27T16:17:50.893-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B00028HOFY.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE CURE – The Cure&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Smith é mesmo uma figuraça. Como se não bastasse o cara ser o dono do visual mais esquisito ( e imitado por fãs ) da história da música pop, é um raro caso de sobrevida neste mundo. Lá se vão quase 25 anos desde o lançamento do primeiro álbum de sua banda, The Cure, e ele continua insistindo. Por inúmeras vezes, ele ameaçou encerrar a carreira, trocou os integrantes, quis partir para trabalhos solo, até perceber algo que todos os fãs e cultuadores já sabiam : ele é o próprio The Cure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não importa mais quais são os músicos que integram a banda. O que ouvimos nas 11 faixas do recém lançado “The Cure” remete diretamente ao que pensa, ao que sente, e principalmente, ao que anda ouvindo seu líder, criador e “cara” da banda, Robert Smith. O mais incrível é embarcar na jornada que nos é proposta por ele e realizar que, por mais que ele se esforce, jamais soará pedante ou menos interessante, simplesmente porque a bagagem adquirida ao longo destes anos todos lhe confere uma posição toda especial no panteão pop, que discípulos como The Rapture invejarão e imitarão ainda por um bom tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não fosse por mais nada, a aula de boa música ministrada por Robert Smith e seus asseclas neste álbum já teria bastado por duas faixas. A primeira, “Lost” e a última “The Promise” trazem de volta as guitarras carregadas e a voz inconfundível de Bob e são dignas dos melhores momentos da banda em todos os tempos. De cara, o The Cure deixa claro que as guitarras estão de volta à pauta, cortesia do produtor Ross Robinson (conhecido por seu trabalho com bandas de new metal), ou quem sabe do próprio Robert Smith, que deve ter sentido falta delas em seu trabalho anterior, o irregular “Bloodflowers”. No mais, seria clichê dizer que este é o bom e velho Cure de sempre. Mas em certos casos o clichê é perfeitamente plausível. Afinal, quer coisa mais clichê do que um disco do The Cure ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos vão acusar Robert Smith de estar se repetindo nestes clichês, mas a questão aqui é outra. Numa época de pouca originalidade no rock, a pergunta é quem repete quem. Sempre é bom prestar um pouco de atenção e identificar o original, além de saber separá-lo da cópia. The Cure ainda é das poucas bandas originais em atividade no mundo, apesar de estarem num constante processo de auto-reciclagem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108836387089291130?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108836387089291130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108836387089291130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108836387089291130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108836387089291130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/06/cure-cure-robert-smith-mesmo-uma.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108819614608212892</id><published>2004-06-25T17:37:00.000-03:00</published><updated>2004-06-25T17:42:26.083-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;GERAÇÃO VINIL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um ser humano amante de música como eu, egresso da década de 80, o prazer de abrir um disco ( na década de 80, um vinil. Depois, um CD ) e colocar no toca-discos/cd player não pode ser traduzido em palavras. Infelizmente, graças aos altos preços dos produtos audio-visuais dos nossos dias, este prazer tem sido bem pouco presente em minha vida nos últimos sei-lá-quantos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, é com muito prazer que comunico que sou um feliz proprietário de uma cópia original de meu álbum "ilha deserta" : "Astral Weeks", de Van Morrison. E se um dia for para a tal ilha, levarei o CD original, a cópia e minha antiga gravação em fita K7 para garantir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com licença que vou ali ouvir mais umas 700 vezes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108819614608212892?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108819614608212892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108819614608212892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108819614608212892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108819614608212892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/06/gerao-vinil-para-um-ser-humano-amante.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108741217151745119</id><published>2004-06-16T15:55:00.000-03:00</published><updated>2004-06-16T15:56:11.516-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;C L Á S S I C O S&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B000002G23.01.LZZZZZZZ.gif&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MESSAGE IN A BOX – The Police&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, este que vos escreve tem 32 anos e viveu sua adolescência nos anos 80, a “’decada perdida” para muitos. Hoje percebo que a moda, os costumes e hábitos de quem viveu grande parte da vida naqueles anos nem tão loucos assim, eram realmente de gosto muito duvidoso. Eu mesmo já usei calça da Ocean Pacific verde-limão, camiseta da Pier alaranjada e tênis Redley preto. Se você não entendeu nada, não se preocupe, é melhor ficar com seus conceitos atuais de moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte das pessoas que hoje olham para trás e revisitam a década de 80 concluem, não sei porquê, que a produção musical ali nascida e criada padece de qualidade. Como tudo no mundo da música é discutível, sou um dos que não concordam com esta afirmação. Pode-se até dizer que as décadas de 70 e 60 produziram um número maior de artistas e trabalhos revolucionários, mas os anos 80 tiveram o seu valor no mundo musical. Bandas como U2, The Cure, Smiths e Echo &amp; The Bunnymen atingiram níveis de popularidade e qualidade poucas vezes vistas na histórias da música ( apesar de algumas delas terem sido criadas no final da década de 70, mas não importa ). Uma destas bandas foi o The Police.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado em 1978 por Sting, Andy Summers e Stewart Copeland, o The Police atingiu seu auge em 1983 com o lançamento de seu último álbum de inéditas, “Synchronicity”, e a turnê promocional deste, que percorreu o mundo. O segredo do som da banda não era guardado a sete chaves : formação básica de instrumentos ( baixo, guitarra e bateria ), um pé no reggae, outro no rock e mais alguns no ska, dancehall e coisas do tipo. Somado a isto tudo, o virtuosismo de Andy Summers, a impressionante técnica de Stewart Copeland ( um dos maiores bateristas de todos os tempos. Ponto final. ) e o carisma de Sting, que muito antes de virar amigo do Raoni e enveredar por outros ritmos em sua carreira solo, curtia um rock and roll e tinha uma voz aguda incomparável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O The Police lançou cinco discos “em vida” : “Outlandos D’Amour”, “Zenyatta Mondatta”, “Regatta de Blanc”, “Ghost In The Machine” e “Synchronicity”, além de um sem número de coletâneas e discos ao vivo póstumos. Esta caixa não só contêm tudo que eles gravaram, como ainda traz algumas faixas ao vivo. Dos acordes punk do primeiro single ( “Fall Out” ) à versão 2 de um de seus sucessos ( “Don’t Stand So Close To Me” ), a carreira do Police pode ser definida como de poucos baixos e muitos altos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro álbum, “Outlandos D’Amour” a mistura sonora da banda estava apenas tomando forma, mas a grande capacidade deles de compor e executar canções pop já era evidente. “Roxanne”, “So Lonely” e “Can’t Stand Losing You” não me deixam mentir. São três pérolas irretocáveis, que seguem direitinho a fórmula : refrão assobiável, melodia grudenta e letra fácil de ser decorada. No ano seguinte, a banda lança “Regatta de Blanc”, para muitos seu melhor trabalho e a síntese de seu som. Dele, os destaques vão para “Walking On The Moon”, “Message In a Bottle”  e “The Bed’s Too Big Without You”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência viria “Zenyatta Mondatta”, uma continuação inferior de “Regatta” e “Outlandos”, mas com um hit que segurou a peteca, “De Do Do Do De Da Da Da”. Em 1981, o sombrio álbum “Ghost In The Machine” marcou uma espécie de transição no som da banda. Se por um lado, a alegria quase infantil dos dois primeiros álbuns não estava mais presente, a maturidade introduziu novos elementos nas composições e nas performances do trio, como em “Spirits In The Material World”, “Driven To Tears” e aquela que muitos consideram a melhor música da banda, “Every Little Thing She Does Is Magic”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, em 1983, “Synchronicity” ganharia as ruas e alçaria o Police a um degrau mais alto no panteão pop graças a uma mega-hit ( “Every Breath You Take”, acompanhado por um dos melhores video-clips da história, dirigido por Godley &amp; Creme ) e um sem número de belas melodias e letras inspiradas na teoria da Sincronicidade, de Carl Jung. Logo após a turnê deste álbum, a banda se dissolveria para se reunir novamente em 1986 e gravarem “Don’t Stand So Close To Me 86”. A faixa fez parte de uma coletânea lançada no mesmo ano e foi a última vez que o Police se encontrou num estúdio. Alguns anos mais tarde, eles ainda fariam uma turnê ao lado do U2 e de outros artistas em prol da Anistia Internacional, mas àquela altura do campeonato a carreira solo de Sting falava mais alto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Message In a Bottle” é a oportunidade perfeita para as novas gerações tomarem contato com o trabalho do Police e acabarem com os preconceitos que existem, do tipo “ah, esta é a banda daquele chato do Sting”, ou “a banda de um hit só ( Every Breath You Take )”. Quem viveu a década de 80 e seus sons, sabe a importância que o Police teve e sua influência nas gerações que viriam na sequência. Só para citar uma delas, aqui mesmo no Brasil, basta dizer que os dois primeiros e também clássicos discos dos Paralamas do Sucesso não existiriam se não fosse a influência confessa de Sting, Andy Summers e Stewart Copeland. E isso não é pouca coisa.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108741217151745119?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108741217151745119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108741217151745119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108741217151745119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108741217151745119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/06/c-l-s-s-i-c-o-s-message-in-box-police.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108631391608218743</id><published>2004-06-03T22:39:00.000-03:00</published><updated>2004-06-16T15:53:31.560-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B000059HAZ.01._PE_SCMZZZZZZZ_.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FIRST TRIP - Syd Barrett&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine a situação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano é 1966. Seu nome é Syd Barrett e sua banda, o Pink Floyd, está em ascensão no mundo da música. Daí, no verão, você vai com uns colegas para um lugar chamado Gog Magog experimentar chá de cogumelo pela primeira vez. Um deles, Nigel Gordon, resolve levar uma câmera de super-8 e gravar tudo. Normal, né ? Seria se o tal Syd Barret não tivesse se transformado num mito e sua banda uma das maiores de todos os tempos na história do rock. O resultado disso tudo é a primeira parte deste DVD, que por sorte ainda não foi lançado no mercado brasileiro. É uma sucessão de gente correndo por montanhas, Barrett chapado colocando partes de cogumelos nos olhos, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do filme pode até atrair atenção por ter sido filmada ( pelo mesmo Nigel Gordon ? ) logo após o Pink Floyd ter assinado seu primeiro contrato com a EMI. Mostra a banda saindo dos famosos Abbey Road Studios, batendo um papinho com os amigos ali fora, brincando com a câmera, chapando, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto sem som, musicado artificialmente por um alguém que não é o Pink Floyd. Alguns críticos dirão que é um documento histórico porque mostra não só o momento em que Barrett entrou no mundo lisérgico, como quando eles passaram de banda sensação para uma promessa do mercado fonográfico ao assinarem seu contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que este DVD me fez pensar em que ponto o mercado de DVDs chegou. Qual o sentido em se lançar uma coisa destas ? Será que os diehard fans do Floyd vão achar interessante ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dúvida, assista chapado. Pode ser que seja melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108631391608218743?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108631391608218743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108631391608218743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108631391608218743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108631391608218743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/06/first-trip-syd-barrett-imagine-situao.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108585878635436918</id><published>2004-05-29T16:02:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T16:55:20.460-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0001UGD8M.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRAMPIN'- Patti Smith&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que me entendo por gente que entende um pouco de música, ouço falar em Patti Smith e seu clássico álbum "Horses". Sempre me pareceu uma daquelas artistas que os críticos adoram exaltar, porém praticamente desconhecida do grande público. Mas, por curiosidade, coloquei minhas mãos em uma cópia deste álbum há alguns anos atrás para nunca mais me desgrudar dela e perceber que os críticos nem sempre tem opiniões obscuras. Gravado em 1975, é uma espécie de embrião do movimento punk na América do Norte, ainda que com uma grande diferença : Patti Smith, além de entender bastante de música, é uma senhora poetisa e neste álbum nos presenteou com algumas das melhores letras do cancioneiro popular norte-americano. A partir daí, entendi o porquê de ela ser comparada frequentemente com Bob Dylan, Neil Young e Bruce Springsteen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, saltamos nada mais nada menos do que 29 anos no tempo e chegamos a "Trampin'", seu mais recente trabalho. Se não fosse por nada mais, ele seria festejado por ser um belo trabalho de alguém que neste tempo todo de carreira lançou "apenas" 9 discos. Mas a coisa não fica por aí. Aos 57 anos, Patti Smith mantém intactas como poucos a habilidade de escrever letras maravilhosas e esporrar acordes barulhentos de uma guitarras, contando com o auxílio precioso de uma verdadeira lenda viva do assunto : Lenny Kaye. As duas faixas-épicas do álbum, "Gandhi" e "Radio Baghdad" são os dois melhores exemplos disto, mas o petardo sonoro também é composto de baladas, como as lindas "Trespasses" e "Cartwheels". Em outras, como "My Blakean Years", a influência da sonoridade neilyounguiana fica ainda mais explícita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto tudo, o belo projeto gráfico faz com que "Trampin'" seja um trabalho comparável aos melhores momentos de sua autora. Pode não ser melhor que "Horses" ou ainda conter uma canção de forte apelo pop como a clássica "Because The Night", mas o álbum é um dos bons lançamentos de um ainda fraco 2004 e que cresce a cada audição, especialmente se degustado no clima certo. Experimente ouvi-lo num dia frio e chuvoso como o de hoje e saberás do que estou falando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108585878635436918?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108585878635436918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108585878635436918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108585878635436918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108585878635436918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/05/trampin-patti-smith-desde-que-me.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108584495496136791</id><published>2004-05-29T12:28:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T12:35:54.963-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acabo de ler que a revista "Q" elegeu o álbum de estréia do Oasis, "Definitely Maybe" como o melhor disco britânico da histórica, ficando à frente de Beatles, com "Revolver" ( em 2º ) e "Never Mind The Bollocks", dos Sex Pistols ( em 3º ), além de gente como David Bowie, Stones, Led Zeppelin, Smiths, Pink Floyd e Radiohead, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando no significado disto. É impressionante como a imprensa inglesa tem a necessidade de ser diferente, ainda que não encontre motivos reais para isto. A todo momento, a "next big thing" aparece nas páginas dos semanários e revistas, para na semana seguinte ser descartada por outra. E assim sendo, vai descartando os ídolos, trabalhos e gênios do passado para dar lugar a outros que ainda não disseram a que vieram. Claro que este não é o caso do Oasis - que já disse a que veio, ainda que muita gente não tenha ouvido - mas daí a colocá-los à frente de pelo menos 6 artistas que têm trabalhos infinitamente mais relevantes do que eles, é um pouco demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o Brasil é um país sem memória, mas em se tratando de imprensa musical britânica, esta frase seria muito bem aplicada a eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108584495496136791?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108584495496136791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108584495496136791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108584495496136791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108584495496136791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/05/acabo-de-ler-que-revista-q-elegeu-o.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108506368384826969</id><published>2004-05-20T11:31:00.000-03:00</published><updated>2004-05-21T13:42:06.710-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0001WB696.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;YOU ARE THE QUARRY - Morrissey&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos, ele é o maior inglês vivo. Para outros, é aquele cara que ficava na frente de uma banda chamada The Smiths, com flores nos bolsos bradando hinos da depressão e desilusão. Para outros tantos, ele é apenas Steven Patrick Morrissey, um dos caras mais legais do mundo e que - não importa o tempo que fiquemos sem notícias dele – sempre será respeitado e idolatrado. Para uma outra grande parcela do público, ele é o eterno ex-vocalista dos Smiths. Que bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos compositores mais prolíficos da história da música pop ironicamente ficou 7 anos sem gravar um disco de inéditas. Os motivos para isto são muitos : falta de uma gravadora, período de reclusão, dedicação full time a outros projetos. Ou então, nada disso. Seja lá o que for, jamais poderemos dizer que Morrissey ficou tanto tempo sem dar as caras por falta do que dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“You Are The Quarry” já está sendo apontado como o segundo melhor disco de sua carreira solo, depois de sua espetacular estréia como “Viva Hate”. Àquela época, ele havia acabado de desfazer sua banda de origem e uma das maiores bandas de todos os tempos, os Smiths. E não deve ter sido fácil. Se num primeiro momento os fãs e admiradores acharam que isso fosse o fim, Morrissey soube construir uma carreira solo tão bem sucedida quanto no período em que dividia os louros com Johnny Marr, Mike Joyce e Andy Rourke.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quais seriam os motivos de tanta idolatria e reverência a este cidadão de Manchester e do mundo ? Pra começar, que outro cara iniciaria um álbum com a frase “América sua cabeça é grande demais / Porque América seu umbigo é grande demais” criticando o país que o acolheu há muitos e muitos anos, para logo na segunda faixa ( “Irish Blood English Heart” ) demonstrar todo seu amor por sua terra natal ? E que outro cara ainda enfiaria na sequência uma faixa em que diz que foi desprezado por Jesus, mas o perdoou ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrissey ainda passeia pelo amor de várias formas, como em “Come Back to Camden” ( prima-irmã de “Late Night Maudlin Street” ) e “Let Me Kiss You” e trabalha com imagens de seu cotidiano ou quem sabe oriundas de alguma de suas grandes influências, como “All The Lazy Dykes” e “First of The Gang To Die”. Tudo isto ambientado por uma parte musical que reconstrói alguns dos melhores momentos do brit pop ( gênero que ele ajudou a criar, ao lado de Johnny Marr ) e mistura com quartetos de cordas, sons indefinidos e efeitos que dão o tom exato das canções. Morrissey sabe como poucos o que é necessário para uma canção pop atingir a perfeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é o melhor trabalho do bardo ( sim, bardo. Por que não ? ) depois de “Viva Hate”, não sei. Ainda tenho uma predileção toda especial por “Your Arsenal”. Mas com certeza é um álbum que cresce a cada audição e pode ocupar este posto em breve. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108506368384826969?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108506368384826969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108506368384826969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108506368384826969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108506368384826969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/05/you-are-quarry-morrissey-para-muitos.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108422061807969647</id><published>2004-05-10T17:22:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T11:11:33.896-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/cpf.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não fosse por mais nada, a minha ida ao Curitiba Pop Festival já teria valido apenas para rever a cidade que conheci há 15 anos atrás, durante uma noite apenas. Cidade linda, charmosa, bem cuidada, limpa e cheia de pontos altos. Mas com certeza, o principal neste final de semana ( na minha opinião e, com certeza, na de mais ou menos 8 mil pessoas ) foi o fato de a cidade ser a sede de mais uma edição daquele que já está sendo considerado “o maior evento indie do país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/dia7.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção era chegar cedo para conhecer o local e a estrutura. Confesso que fiquei abobado. A Pedreira Paulo Leminski é sem dúvida alguma o local mais bonito para shows do país e quem sabe do mundo. Quem não gostaria de assistir ao show de sua banda predileta cercado por árvores, tendo um lago e uma cascata ao fundo ? Fiquei imaginando que figuraças como Morrissey e Paul McCartney já se apresentaram ali para alguns milhares de felizes curitibanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os shows começaram com um atraso de meia hora. Apesar de a escalação nacional ter sido bastante criticada ( foi com certeza inferior à do ano passado ), algumas boas surpresas apareceram. Na sexta-feira, elas atenderam pelos nomes de Pipodélica e Sonic Jr. Foram os únicos que realmente atraíram minha atenção. O primeiro, pelo psicodelismo e domínio de palco e o segundo pela mistura eletrônica-regional. O resto foi o resto. Num geral, as bandas que se apresentaram no CPF 2004 padeceram do mal “muito palco para pouca banda”. Não que elas sejam pequenas ou ruins, mas todas estão acostumadas a se apresentar para platéias bem menores e se perderam na mega-estrutura do festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí veio a tal Hell on Wheels. Fiquei me perguntando de onde surgiu aquilo e o porquê daquela banda estar ali se apresentando, já que ninguém a conhecia e tampouco estavam gostando. Felizmente durou pouco. E na sequência, a primeira grande atração do festival, e um dos motivos da minha ida a Curitiba : o Teenage Fanclub.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui um fã hardcore do Tineijão, mas aprendi a gostar há bem pouco tempo. Mais do que depressa, reparei alguns erros históricos e adquiri todos os álbuns da banda ( antes disso, possuía apenas o “Songs From Nothern Britain” ). Fui preparado para o show e não saí de lá decepcionado. Muito pelo contrário. O Teenage Fanclub já havia feito um show em Recife e três em São Paulo, antes desta apresentação em Curitiba. Já sabia das preferências do público e mandou ver nos clássicos. “Star Sign”, “What You Do To Me”, “Sparky’s Dream”, “Neil Jung”, “I Need Direction”, “The Concept” e inúmeras outras fizeram a alegria do público presente ( menos do que o esperado ) e esquentaram os corações dos fãs àquela altura gelados pelo frio que baixou sobre o local. O quarteto ( em alguns momentos quinteto, com a adição de um tecladista ) parecia bem à vontade e feliz por estar ali proporcionando bons momentos musicais para a tão carente comunidade indie brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/teenage_fanclub_01.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/teenage_fanclub_02.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí veio o sábado..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/dia8.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi que não iria tão cedo para o festival no sábado. Desde o início, minha intenção em Curitiba era ver Teenage Fanclub e Pixies. O que viesse além disso seria lucro. Portanto, pra que me desgastar vendo bandas que com certeza verei novamente em outras quebradas ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, cheguei à Pedreira pouco depois das 21 horas a tempo de pegar o show do Mombojó. O disco é muito bom, mas o show foi apenas. Mais uma vítima da síndrome do palco grande. O vocalista Felipe dançava a lá Renato Russo, parecendo querer preencher os espaços do palco. Mesmo assim, o Mombojó deixou uma boa impressão e uma vontade de querer vê-los em breve num local menor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência, aquele que seria o melhor show do festival, descontadas as duas atrações principais : Frank Jorge, Wander Wildner e Flu. Quem, em sã consciência, consegue resistir aos clássicos de suas bandas de origem ( Graforréia Xilarmônica, De Falla e Replicantes ) e até de suas carreiras solo ? “Menstruada”, “Lugar do Caralho”, “Surfista Calhorda”, “Eu” e tantos outros foram entoados como hinos pela multidão ( àquela altura, a Pedreira já estava com um público bem superior ao do dia anterior ) e foram executados com maestria e despojamento pela banda que, ao contrário das demais, soube aproveitar o fato de estar num festival e preencher todos os tais espaços do palco. Showzaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, os PinUps, reunidos para esta apresentação. Nunca fui fã da banda, portanto não me agradou. Lá pelas tantas, vi a baixista e vocalista Alê pedindo para a produção do evento permitir que eles tocassem mais duas canções. Mas àquela altura do campeonato, o público só queria uma coisa : Pixies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vocês – fãs da boa música - já tiveram a agradável sensação de estar assistindo a um show de sua banda predileta no auge de sua forma. Eu já e vivi isto novamente na madrugada de sábado para domingo, na Pedreira Paulo Leminski, quando Frank Black, Kim Deal, Joey Santiago e David Lovering subiram ao palco do Curitiba Pop Festival para repararem um erro de mais de 10 anos e finalmente se apresentarem em terras brasileiras. Tudo bem que a banda terminou e voltou agora para uma turnê caça-níqueis. Mas se isto é caça-níqueis, eu quero é morar num cassino. A verdade é que a banda está em plena forma e nem parece que ficaram muito tempo inativos. A explicação para isto não interessa. O que importa é que a história do showbiz brasileiro não será a mesma depois do show dos Pixies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem conversar muito, abriram com “Bone Machine” e foram pouco a pouco desfilando seu interminável rol de hits. “Monkey Gone To Heaven”, “Hey”, “Gigantic”, “Debaser”, “Wave of Mutilation”, “Where’s My Mind”, “Isla de Encanta”, “Velouria”, “Here Comes Your Man” e tantos outros clássicos fizeram muitos fãs chorarem e tantos outros pensarem na famosa frase do finado Kurt Cobain, que ao descrever sua “Smells Like Teen Spirit”, declarou que estava apenas tentando fazer uma canção à moda pixieana. Encerraram com “Planet of Sound”, que foi visivelmente solicitada por Kim Deal para os companheiros de banda. Talvez pelo fato de ela estar curtindo o momento com a multidão. Fã da própria banda ? Por que não ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máxima do “me faltam palavras para descrever” é perfeitamente aplicável ao momento. Eu poderia aqui colocar inúmeros adjetivos como “sublime”, “espetacular”, “inesquecível”, “mágico”, mas nenhum deles seria suficiente para resumir o clima que ali reinava. O Curitiba Pop Festival 2004, em especial o show do Pixies, reafirmou minha paixão pela música e me fez perceber o porquê de gostar tanto desta cachaça. Ouvir um bom disco, ver um bom show, me faz relembrar de minha infância e de como ganhar um brinquedo era bom. A sensação é a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/pixies_02.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/pixies_01.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.rodrigojames.hpg.ig.com.br/pixies_03.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108422061807969647?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108422061807969647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108422061807969647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108422061807969647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108422061807969647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/05/se-no-fosse-por-mais-nada-minha-ida-ao.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108326248253725074</id><published>2004-04-29T15:14:00.000-03:00</published><updated>2004-04-29T15:24:16.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.submarino.com.br/images/cds/cover/233342.jpg&gt;&lt;br /&gt;HONKIN' ON BOBO - Aerosmith&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Aerosmith é uma banda que ninguém presta mais atenção, certo ? Certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deveriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Honkin' On Bobo" é um disco maduro do Aerosmith. Isso soaria estranho não fosse o fato de a veterana banda ter se dedicado ao longo da década de 90 e parte da 80 ( desde a sua volta triunfal às paradas ) a fazer música para adolescentes. Jamais perderam a verve rock and roll, mas nitidamente fizeram inúmeras concessões de mercado para obterem êxito. Não estou aqui questionando a capacidade da banda em cometer verdadeiras pérolas pop/rock, mas o enfoque dado por eles foi completamente diferente de sua própria postura nas décadas que antecederam esta volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, só posso exaltar um trabalho como este "Honkin' On Bobo". Ao regravar clássicos do blues americano e só incluírem uma canção inédita ( "Never Loved a Girl", a mais fraca do disco ), a banda parece querer se desvencilhar do rótulo "banda de rock para adolescentes" que os persegue. E  bom gosto na escolha do repertório mostra que não só eles ainda entendem do riscado, como tem muito para ensinar a garotada. De Willie Dixon ( "I'm ready" ) a Bo Diddley ( "Road Runner" ), passando por uma canção de Big Joe Williams eternizada pelo Them, de Van Morrison ( "Baby Please Don't Go"), as versões ( sim, versões, e não covers ) do Aerosmith são inspiradas e é desnecessário dizer que a banda está afiada, que os músicos são de primeira, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única nota distoante é exatamente o fato de o melhor trabalho do Aerosmith em muitos e muitos anos ser um álbum de covers. Eles são capazes de muito mais. Mas mesmo assim, "Honkin' On Bobo" é diversão garantida para quem se interessa pelas raízes da música americana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108326248253725074?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108326248253725074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108326248253725074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108326248253725074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108326248253725074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/04/honkin-on-bobo-aerosmith-o-aerosmith.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108303639293006820</id><published>2004-04-27T00:26:00.000-03:00</published><updated>2004-04-27T00:30:46.466-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CURITIBA POP FESTIVAL - Uma breve consideração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos fatos : 3000 entradas foram vendidas em poucas horas, obrigando o Festival a ser transferido para um local maior, o que possibilitou a venda de mais 5000 entradas por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que as vendas pararam !! Por que ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o público indie não chega a 8 mil pessoas no país....&lt;br /&gt;Ou o público indie com condições de ir ao evento em Curitiba não chega a 8 mil pessoas no país...&lt;br /&gt;Ou os 3 mil que compraram são os únicos que tinham grana. O resto só esperneou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês decidem. O fato é que o Brasil deve ser o único país da atual turnê dos Pixies que tem ingresso para venda fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108303639293006820?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108303639293006820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108303639293006820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108303639293006820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108303639293006820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/04/curitiba-pop-festival-uma-breve.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108248062612555730</id><published>2004-04-20T14:03:00.000-03:00</published><updated>2004-04-20T14:07:51.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.submarino.com.br/images/cds/cover/232236.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A FOREIGN SOUND - Caetano Veloso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que uma figura de ilibada reputação ( para quase todos ) como Caetano Veloso resolve enveredar por outras praias e gravar um disco de covers oriundas dos mais diferentes compsitores, dá o direito a pessoas dos mais diferentes ramos do jornalismo cultural ou não de criticarem sua obra. Não quero analisar os motivos que o levaram a fazer este álbum. Vou me ater apenas ao disco. E sabem o que mais ? Eu até que gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que um trabalho como este não poderia resultar em outra coisa senão irregular. Caetano se dá muito bem em algumas regravações, mas nos momentos em que ele se arrisca mais, como a tão falada pelo mundo indie, "Come as You Are", de Kurt Cobain, ele se dá mal. Oportunista ou não, o fato é que os fãs de Kurt ou simplesmente os que conhecem a gravação original se envergonharam ao ouvir esta versão. Uma outra que chama a atenção é "Nothing But Flowers" de seu brother David Byrne, gravada por sua ex-banda, o Talking Heads. Se a versão original trazia um clima bastante alegre, Caetano conseguiu torná-la sombria, indo no caminho contrário ao de sua letra, que fala de forma otimmista de um mundo onde a tecnologia deu lugar à natureza. Além destas duas, It's Alright Ma ( I'm Only Bleeding )" de Bob Dylan soa estranha aos ouvidos, mas não compromete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, quando Caetano se envereda por alguns clássicos do cancioneiro em lingua inglesa, como "Manhattan", "Summertime", "Smoke Gets In Your Eyes", "Love Me Tender" e "The Man I Love", ele se dá bem exatamente porque é um grande intérprete, que consegue como poucos imprimir uma personalidade às canções, sem simplesmente relatá-las para o ouvinte. No final das contas, "A Foreign Sound" é um álbum que vale a pena conhecer, ainda que os fãs de Nirvana, Talking Heads e Bob Dylan estejam dispostos a apedrejá-lo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108248062612555730?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108248062612555730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108248062612555730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108248062612555730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108248062612555730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/04/foreign-sound-caetano-veloso-partir-do.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108178877089050829</id><published>2004-04-12T13:52:00.000-03:00</published><updated>2004-04-12T13:57:48.763-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0001906O0.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOIN THE DOTS (box set) - The Cure&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei não, mas acho que estou ficando velho, chato, ranzinza e gagá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia terminar este texto com esta frase inicial, que seria uma conclusão do que vou escrever agora, mas decidi abri-lo com ela exatamente para que ela tivesse o peso do que senti ao ouvir esta caixa de lados B, sobras de estúdio, covers e remixes do The Cure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobrindo praticamente toda a carreira da banda, a caixa é dividida em 4 CDs - cada uma representando uma fase distinta da banda - que mostram uma banda que não segue a máxima "uma banda que já teve altos e baixos". Ouvindo esta caixa e partindo do pressuposto que lados B são faixas que não tiveram qualidade suficiente ( por um motivo ou por outro ) para entrar na track list de um determinado trabalho, chegamos à feliz conclusão que o The Cure é das poucas bandas que podem se dar ao luxo de serem sempre bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo mais uma vez os 4 Cds de "Join The Dots", chegamos a mais uma feliz conclusão : pelo menos desde 1976, o rock está vivo, não morreu e não precisa de nomes que surgem a todo momento para ressucitá-lo. Pra que ? Enquanto Robert Smith estiver vivo e fazendo música, podemos ficar tranquilos que sempre haverá boa música para se ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao ouvir mais uma vez os 4 Cds de "Join The Dots", chegamos a pelo menos uma triste conclusão : como o rock de hoje em dia está sem criatividade, inventividade.....um marasmo. A caixa "Join The Dots" vale bem mais do que 100 Libertines, Yeah Yeah Yeahs, Raptures, Interpols e coisas parecidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108178877089050829?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108178877089050829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108178877089050829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108178877089050829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108178877089050829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/04/join-dots-box-set-cure-sei-no-mas-acho.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108136601875880773</id><published>2004-04-07T16:26:00.000-03:00</published><updated>2004-04-07T16:31:04.873-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.spectorama.com/photos/ghost.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A GHOST IS BORN - Wilco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso. No momento em que ouvia atentamente a este disco desta que é uma das mais respeitadas e criativas bandas norte-americanas, me deparei com uma notícia aqui mesmo na internet, que dizia que Jeff Tweedy - vocalista, guitarrista, mentor e principal compositor do Wilco - se internou em uma clínica de reabilitação para se tratar de uma dependência química de analgésicos. Ao que parece, Tweedy é atormentado por frequentes dores de cabeça e vive à base dos chamados &lt;em&gt;painkillers&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me voltei então para a audição atenta deste "A Ghost Is Born", mais recente trabalho da banda, tentando descobrir em que ponto dele Tweedy tenta exorcisar este seus demônios, se é que podemos defini-los desta forma. Não são poucas as histórias em que músicos utilizam os acordes que saem de suas guitarras, baixos, teclados e baterias como uma fuga para algo que os atormenta. Pensando melhor, a música sempre foi e sempre será o instrumento perfeito para isto. Que melhor remédio pode existir do que o prazer de se fazer ( ou ouvir ) boa música ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando o que estaria passando pela cabeça de Jeff Tweedy ao compor e executar os dois épicos-de-mais-de-dez-minutos deste álbum ( "Spiders" e "Less Than You Think" ). É possível que ali ele tenha encontrado uma maneira de aliviar sua dor, mesmo que ela não estivesse presente no momento fisicamente, mas intrinsecamente ligada ao seu processo de existência no universo pop. Como a matéria não dizia há quanto tempo Tweedy luta contra isto, imaginei também que as dores devem ter começado em algum momento antes do processo de criação e gravação de sua obra-prima, o álbum "Yankee Hotel Foxtrot" ( 2002 ) - um álbum mais atormentado do que todo o trabalho anterior da banda junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não são poucas as histórias que dizem que os grandes gênios da música criaram suas melhores obras sob o efeito de drogas, remédios ou coisas parecidas. Se isto é verdade, é perfeitamente entendível que "Yankee.." e "A Ghost..." sejam bastante parecidos. Posso imaginar perfeitamente a imagem de Tweedy cantando sob o efeito de remédios, enquanto sua atormentada e doída cabeça ( mente ? ) pensa em como finalizar a próxima canção. Somente quem já passou por este processo pode entender isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu nunca passei, pode ser que eu esteja redondamente enganado em tudo isto que escrevi acima, com exceção da parte onde disse que "A Ghost Is Born" é uma obra-prima. E se por um acaso você não tiver lido isto aí acima, saiba que foi por puro deslize.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108136601875880773?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108136601875880773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108136601875880773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108136601875880773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108136601875880773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/04/ghost-is-born-wilco-curioso.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108126204915758297</id><published>2004-04-06T11:34:00.000-03:00</published><updated>2004-04-06T12:43:10.123-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B0001XTRCI.01._PE_SCMZZZZZZZ_.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Musicology - Prince&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resenha que abre esta nova fase da Soundmagazine não poderia ser de outro senão do geniozinho de Minneapolis, o coisinha em pessoa, o ser humano que um dia já teve um nome impronunciável, o primeiro e único Prince Rogers Nelson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo entre batalhas judiciais com gravadoras e esquisitices musicais ( entre elas, dois discos de jazz ! Não que jazz seja esquisito, mas para quem estava habituado com o som &lt;em&gt;funkyboss&lt;/em&gt; de Prince... ), ele está de volta à sua melhor forma, fazendo o que sabe de melhor : funk, soul, black music e sexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musicology põe fim aos boatos de que ele estaria louco e que teria enveredado de vez por outros caminhos mentais. Pode até ser que isso seja verdade, mas a música que fez com que Prince fosse conhecido mundialmente está de volta. As batidas nervosas, as misturebas sonoras, os ritmos irresistíveis e as baladas melacuecas que influenciaram gerações e provocaram discípulos como Andre 3000, do Outkast ( o que é "The Love Below" senão um sub-produto de Prince ? ) estão intactos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se não bastasse, o cara ainda vai embarcar numa turnê mundial para promover este álbum e tocar seus clássicos pela última vez. Tomara que esta última vez seja como a última de David Bowie, por exemplo. Com Musicology, o funksoulbrother Prince manda os discípulos e imitadores de volta para seus quartinhos equipados com modernos softwares de gravação para treinarem mais um pouco. Em matéria de quartinho, os de Paisley Park já viram e ouviram muito mais coisa entre suas paredes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108126204915758297?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108126204915758297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108126204915758297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108126204915758297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108126204915758297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/04/musicology-prince-resenha-que-abre.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6711185.post-108126011282644606</id><published>2004-04-06T11:01:00.000-03:00</published><updated>2004-04-06T11:05:38.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bom dia, boa tarde e boa noite.&lt;br /&gt;Para quem não me conhece, sou Rodrigo James e ha alguns anos criei o site Soundmagazine, que não era outra coisa senão uma revista digital de idéias relacionadas à cultura pop, principalmente música.&lt;br /&gt;O tempo foi passando e o meu tempo também foi ficando exíguo. A Soundmagazine acabou em algum momento do ano de 2003, mas a idéia de voltar com ela nunca saiu de minha cabeça.&lt;br /&gt;Agora, a Soundmagazine volta como um blog para que eu possa atualizá-la de maneira mais dinâmica. Por enquanto, é só uma versão beta. Vou aprimorar o layout e conteúdo com o tempo. Mas fica desde já o convite para que vocês apareçam por aqui mais e mais vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam benvindos à Soundmagazine 2004 !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6711185-108126011282644606?l=soundmagazine.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soundmagazine.blogspot.com/feeds/108126011282644606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6711185&amp;postID=108126011282644606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108126011282644606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6711185/posts/default/108126011282644606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soundmagazine.blogspot.com/2004/04/bom-dia-boa-tarde-e-boa-noite.html' title=''/><author><name>Rodrigo James</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11966018667165195762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://photos1.blogger.com/img/129/2608/320/eub.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
